Segundo a Polícia Federal, “autoridades italianas prenderam na tarde desta terça-feira (29/07/25), em Roma, uma brasileira que se encontrava foragida no país. A medida é resultado de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências da Itália.
A presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.”
A imprensa brasileira confirmou que se trata da deputada federal Carla Zambelli (PL/SP). Segundo fontes da Polícia Federal (PF), ela era considerada foragida desde maio, quando foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
Nas redes sociais, o advogado Fábio Pagnozzi disse que a Zambelli não foi presa, mas se apresentou por decisão própria para ter o direito de se defender. “O que está em jogo vai muito além de uma parlamentar: é a liberdade de qualquer brasileiro que ousar enfrentar o sistema. Quando o Estado persegue e silencia, a política deixa de ser disputa de ideias e vira arma de opressão.” diz o texto.
::: Siga OBlumenauense no WhatsApp ➡️ Clique aqui!
Zambelli havia deixado o Brasil cerca de duas semanas após a condenação, e passou a integrar a lista de procurados da Interpol. A prisão foi confirmada após uma denúncia feita pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que publicou nas redes sociais ter repassado à polícia o endereço onde a brasileira estava hospedada. “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Dei o endereço à polícia, e a polícia já está identificando Zambelli”, escreveu ele na rede X (antigo Twitter).
Em nota oficial, a PF informou que Zambelli será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites da legislação italiana e dos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Bonelli já havia solicitado ao governo da Itália, em junho, que tratasse com urgência o caso, alegando que a cidadania italiana não deveria ser usada para escapar da Justiça brasileira.
Além do caso do CNJ, Zambelli também responde no STF por outro processo criminal. Ela é ré pelo episódio em que sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo, em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a discussão começou durante um ato político no bairro dos Jardins.
Nesse segundo processo, o STF já tem maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Até o momento, o placar está em 6 votos a 0 pela condenação, mas a conclusão do julgamento foi adiada por um pedido de vista do ministro Nunes Marques.
O governo italiano tem 48 horas para aceitar a extradição de Zambelli ao Brasil ou não. Mesmo se aceitar, o processo deve demorar meses, período em que a deputada poderá se defender na Itália das acusações.
Ver essa foto no Instagram
▶️🛜Siga nossas redes sociais: Youtube | Instagram | X (antigo Twitter) | Facebook | Threads | Bluesky





