Petrobras diz que bateu recordes históricos de produção de petróleo e gás em 2025

Com destaque para o pré-sal, estatal supera metas e consolida crescimento com novas plataformas operacionais.

Navio-plataforma P-78, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Foto: Petrobras / divulgação

A Petrobras encerrou 2025 com motores aquecidos — e cruzou a linha de chegada do ano novo com o melhor desempenho em mais de sete décadas de história. A estatal registrou produção média de 2,40 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), um salto de 11% na comparação com 2024.

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Os dados, divulgados nesta sexta-feira (16/01/26), mostram que a empresa não apenas cumpriu, mas ultrapassou o limite superior da meta prevista no Plano Estratégico 2025–2029, que era de até 4% de crescimento. O resultado final ficou 0,5 ponto percentual acima do teto.

Quando se soma petróleo e gás natural, o volume total produzido chegou a 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), com a mesma alta de 11% e superando a meta em 2,8 pontos percentuais. Já a produção comercial — aquela efetivamente destinada ao mercado — alcançou 2,62 milhões de boed, também acima do planejado.

Os números refletem um ano de fôlego operacional e estratégias bem executadas, mas o principal combustível dessa arrancada foi o pré-sal, que respondeu por 82% de toda a produção da Petrobras em 2025. O desempenho nessa camada geológica cravou dois novos recordes: 2,45 milhões de boed de produção própria e 3,70 milhões de boed de produção operada, considerando consórcios e parcerias.

Plataformas novas, produção turbinada

Entre as engrenagens que impulsionaram esse avanço estão duas novas plataformas que entraram em operação na Bacia de Santos no ano passado: o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero. O Tamandaré, aliás, virou referência nacional ao atingir média de 240 mil barris por dia nos meses de novembro e dezembro — o maior volume entre todas as plataformas do país.

Outras unidades também contribuíram para o desempenho acima da curva, como o FPSO Marechal Duque de Caxias, que atingiu o pico de produção em Mero, e os FPSOs Maria Quitéria (campo de Jubarte), Anita Garibaldi e Anna Nery (campos de Marlim e Voador), que reforçaram a capacidade extrativa da companhia.

Segundo a Petrobras, o aumento da eficiência operacional em todas as unidades foi peça-chave para a superação dos objetivos do ano.

O milhão de Búzios e o que vem pela frente

Entre os marcos do período está o campo de Búzios, que sozinho chegou à marca simbólica de 1 milhão de barris de petróleo por dia em produção operada — e isso com apenas seis plataformas em operação. A sétima unidade, a P-78, entrou em operação no último dia de 2025, em 31 de dezembro, e deve garantir fôlego extra para manter o ritmo de crescimento em 2026.

Em comunicado, a empresa destacou que os resultados refletem um esforço coletivo da força de trabalho da Petrobras, com foco em ampliar a produção sem abrir mão da segurança operacional, do respeito ao meio ambiente e da confiabilidade dos ativos.


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