Blumenau está passando por um novo mapeamento das cotas de enchente, uma medida importante para melhorar o planejamento e a segurança da população em épocas de cheia. Desde o início de 2025, uma equipe da Universidade Regional de Blumenau (FURB) está nas ruas coletando dados atualizados, em parceria com a Defesa Civil. A ação faz parte de um plano mais amplo voltado à preparação da cidade para eventos futuros.
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O trabalho está sendo conduzido por professores e estudantes dos cursos de graduação do Centro de Ciências Tecnológicas da FURB. Juntos, eles já visitaram centenas de endereços no município. A principal missão é revisar as cotas atuais, definidas em 2012, e incluir regiões que não haviam sido contempladas anteriormente — especialmente trechos da Rua Bahia acima da estação da Celesc, seguindo em direção a Pomerode e Indaial.
“Dessa vez, a gente está indo além. A cidade cresceu bastante, surgiram novos loteamentos e muitos pontos foram aterrados. Tudo isso precisa ser atualizado”, explica o professor Ademar Cordero, que também participou do levantamento anterior.

O mapeamento atual é mais tecnológico. Os pesquisadores estão usando um equipamento chamado RTK (Real Time Kinematic), capaz de medir com alta precisão a altitude e a localização de cada ponto, usando sinal de satélite. Com isso, é possível saber exatamente em que nível o Rio Itajaí-Açu precisa chegar para afetar determinado local.
Essa atualização dos dados foi contratada por meio de licitação feita no final do ano passado, vencida pela própria universidade, via Instituto FURB. Um dos avanços importantes desse novo levantamento é a compatibilidade com sistemas de GPS comuns, como os que usamos no celular. Isso deve permitir simular, por exemplo, as áreas que seriam alagadas conforme o nível do rio sobe — e até sugerir rotas alternativas para motoristas durante uma enchente.
A previsão é que todos os dados estejam prontos e entregues à Defesa Civil em novembro. Até lá, a equipe segue pelas ruas com seus equipamentos, medindo, anotando e traçando um panorama mais preciso da vulnerabilidade da cidade às cheias. Um trabalho técnico, mas que pode fazer toda a diferença quando o rio voltar a subir.
Com informações de Lucas Adriano, da FURB.
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