Peixes na Semana Santa: cuidados simples ajudam a evitar problemas de saúde

Aumento no consumo exige atenção na compra, conservação e preparo para reduzir riscos de intoxicação alimentar.

Foto: Panida Wijitpanya [Getty Images] via Canvas

Com a chegada da Semana Santa, cresce a procura por peixes e frutos do mar. Esse aumento no consumo exige atenção redobrada dos consumidores, já que o pescado é um alimento altamente perecível e pode se deteriorar rapidamente quando não é armazenado ou manipulado de forma adequada.

Na hora da compra, alguns sinais ajudam a identificar se o produto está fresco. O peixe ideal para consumo apresenta carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e claros, além de guelras avermelhadas e odor suave. Por outro lado, deve-se evitar produtos com cheiro forte, semelhante ao de amônia, ou que estejam fora de refrigeração adequada.

Também é importante observar a forma de armazenamento nos pontos de venda. O pescado fresco deve estar exposto sobre gelo, protegido por material apropriado e sem contato direto com a água. Já os produtos congelados precisam estar bem acondicionados, sem sinais de descongelamento, como embalagens úmidas ou amolecidas.

Cuidados em casa fazem diferença

Após a compra, o ideal é armazenar o alimento o mais rápido possível. Em casa, o pescado deve ser limpo — com a retirada de vísceras, escamas e outros resíduos — e guardado em recipiente fechado dentro da geladeira.

O tempo de consumo também merece atenção:

  • Peixes crus devem ser consumidos em até 24 horas;
  • Preparações cozidas podem ser mantidas por até três dias, desde que sob refrigeração adequada.

Durante o preparo, a higiene é fundamental. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre itens crus e cozidos são medidas básicas que ajudam a prevenir contaminações.

Riscos e prevenção

O consumo de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em situações mais graves, necessidade de atendimento hospitalar. Isso ocorre porque o alimento, rico em proteínas, favorece a multiplicação de bactérias quando não é conservado corretamente.

Para reduzir riscos, a recomendação é planejar as compras e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. Pratos frios, como saladas com peixe, devem permanecer refrigerados até a hora do consumo.

No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sempre sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, o que ajuda a evitar a proliferação de microrganismos. Além disso, ao identificar produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene nos locais de venda, é importante comunicar os órgãos responsáveis do município.


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