sexta-feira, 28 janeiro 2022
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Paralisação: De carona com a realidade…

Reportagem: Julio Pollhein

 

Sem gasolina e com a mochila nas costas, embarquei quarta-feira (30), às 13h30 no transporte coletivo rumo ao Terminal do Aterro. No local, arrisquei uma ‘carona’ em frente ao terminal para chegar no ponto de paralisação. Dei sorte! No primeiro aceno, parou um pequeno caminhão guiado por Ederson Rudolf, morador de Blumenau e proprietário de uma empresa de marcenaria no bairro Belchior Baixo, próximo ao local da concentração. No caminho, ele contou que estava indo checar a empresa fechada desde o início da greve. Rudolf falou também que apesar dos prejuízos da paralisação, apoia a greve como forma de combater a corrupção no país.

 

 

Clima tenso na chegada

No local, agradeci  a carona. Registrei algumas imagens. E logo guardei a câmera fotográfica na mochila. Olhares distantes nada amistosos. Em seguida, um grito alertou a todos! “Mídia vendida, falsa, não fala a verdade”. Olhei em volta rapidamente e vi mais de cem pessoas concentradas. Quando tentei me aproximar da liderança, fui abordado e comunicado  que não teria conversa. Me afastei do local, mas ainda vi de longe caminhões de cargas pesadas sendo parados. Motoristas questionados pelos manifestantes.  Outros de pequenos caminhões pisavam no freio antes do ponto de aglomeração para observar o clima e retornavam por falta de segurança –  não havia policiamento.

Nova abordagem…

Em seguida, aproximou de mim outra pessoa não identificada. No entanto, consegui conversar por alguns minutos perguntando até quando iria a greve.  Resposta: Vamos continuar a paralisação, não temos nenhum partido político e nem sindicato. Vai faltar comida, porque somos nós que abastecemos os mercados. As propostas do governo não cobrem nem de perto nossos prejuízos do dia a dia. Estamos cansados! É muita corrupção e muita mordomia”, conclui. Saí do local de vez…

Falta quase tudo!

A paralisação dos caminhoneiros  segue, nesta quinta-feira (31) para o décimo primeiro dia nas rodovias do Estado. Apesar da chegada do combustível, quarta-feira (30) em Blumenau, a situação não se normalizou.

 

 

Para o consumidor, falta alguns produtos nas prateleiras dos supermercados, além do gás de cozinha, que de acordo com o  Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás-SC) deve demorar ainda dez dias para chegar ao município.

 

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