A Polícia Civil cumpriu mais três mandados de prisão ligados à Operação Pro Soluto, investigação que apura um esquema de estelionatos no Vale do Itajaí. As prisões ocorreram nesta semana, após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitar recurso apresentado pelo Ministério Público estadual.
Segundo a Polícia Civil, um dos mandados foi cumprido em Ascurra e outros dois em Blumenau. A nova decisão do TJSC mudou o entendimento inicial da Justiça, que havia negado os pedidos de prisão feitos pela autoridade policial durante a primeira fase da operação. Em grau recursal, o tribunal reconheceu a presença dos requisitos legais e autorizou a custódia dos investigados.
A Operação Pro Soluto foi deflagrada em 23 de março de 2026 pela Delegacia de Combate a Estelionatos de Blumenau. Na ocasião, foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo 10 mandados de busca e apreensão e 2 prisões, em ações realizadas nos municípios de Blumenau, Balneário Camboriú, Ascurra e Indaial.
As investigações identificaram sete integrantes da associação criminosa. De acordo com a Polícia Civil, o grupo tinha forte ligação familiar entre os envolvidos.
Entre os presos nesta nova etapa está uma mulher de 22 anos, apontada como nora de um dos investigados e companheira de um dos homens presos na primeira fase da operação.
Outro detido é um homem de 50 anos, irmão de um dos investigados e tio de outro integrante do grupo, reforçando, segundo a investigação, o caráter familiar da associação criminosa.
Já o terceiro preso tem 54 anos e, conforme a Polícia Civil, participava do esquema mesmo sem possuir vínculo familiar com os demais investigados.
Ainda de acordo com a investigação, o grupo atuava com emissão de notas fiscais duplicadas e boletos bancários sem lastro. Esses documentos eram negociados com empresas de antecipação de recebíveis, conhecidas como factoring e fomento mercantil.
Na prática, as empresas antecipavam dinheiro acreditando que receberiam os valores futuramente. O problema é que, segundo a Polícia Civil, os títulos utilizados no esquema não possuíam garantia real de pagamento.
O prejuízo estimado ao setor financeiro regional ultrapassa R$ 1,5 milhão. Com as novas prisões, a Operação Pro Soluto chega a cinco investigados presos. As investigações continuam para apurar a participação de todos os envolvidos e ampliar o levantamento sobre os danos causados pelo esquema.





