Santa Catarina foi um dos estados alvo da Operação Heavy Pen, deflagrada em 7 de abril, no Dia Mundial da Saúde. A ação investigou a venda ilegal de medicamentos e insumos para obesidade e controle da glicose.
Coordenada pela Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a operação cumpriu 45 mandados em 12 estados. Além de Santa Catarina, houve ações no Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.
A investigação identificou insumos para a produção de mais de 1 milhão de canetas injetáveis e movimentação de R$ 4,8 milhões em farmácias de manipulação nos 12 estados.
A operação também mapeou a retatrutida em três estados. A substância ainda está em estudo clínico e não possui registro em nenhuma agência reguladora no mundo. Ela foi apreendida em Goiás e também apareceu em notas fiscais encontradas em empresas de São Paulo.
Em uma importadora na região metropolitana de São Paulo, foram identificados R$ 4,8 milhões em possíveis transações irregulares com base em notas fiscais recolhidas. Entre os registros estavam 3,5 quilos de tirzepatida, suficientes para mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis, e 14 gramas de retatrutida, avaliadas em R$ 39 mil.
As equipes da Anvisa identificaram mais de 17 mil frascos de tirzepatida manipulados irregularmente e 509 gramas do Insumo Farmacêutico Ativo da substância. Também foram apreendidas mais de 37 mil ampolas de outras substâncias. Desse total, 34.407 eram produtos manipulados sem prescrição e 2.936 unidades de Lipo Blend.
No Pará, foram apreendidos relógios, veículos e motos de alto padrão, além de propofol, fentanil e anestésicos de alta letalidade. Também foi encontrada tirzepatida em um consultório odontológico que funcionava dentro de uma academia.





