O shape no pé, o capacete ajustado, a lixa sob os dedos antes da descida. Para nove atletas de Santa Catarina, essa rotina agora ganha novo cenário: o das competições internacionais. A mais recente convocação da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) confirmou nove representantes do estado na seleção brasileira de skate.
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O número é o destaque da lista e evidencia a presença catarinense nas duas principais frentes olímpicas da modalidade.
No Park, onde a velocidade encontra transições altas e curvas profundas, foram chamados Pedro Barros, Pedro Carvalho, Kalani Konig, Vicente Rigobello, Nicolas Falcão, Yndiara Asp e Isadora Pacheco. É na fluidez das linhas e na leitura rápida das pistas que esses nomes constroem suas voltas.
No Street Júnior, categoria marcada por corrimãos, escadas e obstáculos que simulam o ambiente urbano, as convocadas são Bia Godoi e Eloiza Alves, representantes da base brasileira.
A força do estado no cenário nacional não é casual. Santa Catarina conta com uma infraestrutura de pistas considerada referência no país, fator que contribui para a formação e o desenvolvimento técnico dos atletas. A convivência diária com rampas bem estruturadas, diferentes tipos de obstáculos e eventos locais cria um ambiente propício para evolução constante.
Próximos desafios
A seleção brasileira já tem compromissos definidos para os próximos meses. Um deles é o Campeonato Mundial, que será realizado em São Paulo. Outro desafio é a etapa da Street League Skateboarding – Championship Tour (SLS), programada para abril, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Serão oportunidades para que os atletas coloquem em prática a combinação de técnica, controle emocional e criatividade — elementos que fazem parte do dia a dia de quem transforma o skate em extensão do próprio corpo.
Base que sustenta o crescimento
Parte dos convocados já passou pelos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, competição que incluiu o skate em sua etapa estadual a partir de 2023. Nicolas Falcão está entre os nomes com participação no evento.
O presidente da Fesporte, Jeferson Batista, destacou que a presença expressiva de atletas na seleção brasileira reflete o momento do skate catarinense. Ele também mencionou a importância da inclusão da modalidade nos Joguinhos como ferramenta de desenvolvimento e formação, ressaltando que a expectativa é de continuidade na revelação de atletas que representem o estado e o país em competições ao redor do mundo.
Entenda as duas modalidades:
Street: Realizada em uma pista que simula obstáculos urbanos reais, como escadas, corrimãos, meios-fios, bancos e paredes. Os atletas são avaliados pela criatividade e dificuldade das manobras ao utilizar esses elementos.
Park: Disputada em uma pista que lembra uma “piscina vazia” (bowl), com curvas sinuosas, transições rápidas e rampas profundas. O foco aqui são as manobras aéreas, a velocidade e a fluidez com que o skatista percorre o circuito.
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