Nova sede da Câmara de Blumenau volta à pauta com foco na revitalização do Centro Histórico

Projeto prevê edifício moderno na Alameda Duque de Caxias, ao lado do Museu da Família Colonial, e atualização orçamentária de R$ 26,6 milhões.

Imagem: divulgação

A Câmara de Vereadores de Blumenau retomou as discussões sobre a construção de sua sede própria, projeto considerado um marco para o Legislativo e para o Centro Histórico da cidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6/11/25) pelo presidente Ailton de Souza, o Ito (PL), que determinou a reativação do estudo preliminar elaborado em gestões anteriores e revisado em 2023.

O objetivo é resolver um problema histórico: atualmente, a Câmara funciona em um prédio alugado, com custo mensal superior a R$ 87 mil. A proposta prevê manter a nova sede na região central, garantindo fácil acesso à comunidade, estacionamento e um plenário mais amplo e moderno.

Histórico da proposta

A ideia começou a avançar em 2019, durante a presidência de Marcelo Lanzarin (PP), quando foi elaborado o Estudo Preliminar original. O projeto surgiu da necessidade de oferecer uma estrutura própria, adequada ao funcionamento do Legislativo e alinhada à preservação do patrimônio urbano da cidade.

A área escolhida fica na Alameda Duque de Caxias, ao lado do Museu da Família Colonial. O terreno foi declarado de utilidade pública e desapropriado em 2021, na gestão do então presidente Egídio Beckhauser (Republicanos). O investimento total na aquisição do espaço foi de aproximadamente R$ 8,3 milhões, somando recursos do Fundo de Construção da Sede Própria — criado em 2015 — e a permuta de dois imóveis municipais.

Como era o projeto original

O estudo de 2019 previa um edifício de 7.141 m², distribuído em cinco pavimentos e subsolo, com:

  • auditório para 250 pessoas;
  • cafeteria;
  • espaços administrativos e plenário;
  • estacionamento subterrâneo para cerca de 100 veículos, com possibilidade de uso compartilhado pela comunidade.

A proposta integrava o programa “Centro Vivo”, que incluía a requalificação de áreas degradadas do entorno. O custo estimado na época era de R$ 15 milhões, sendo R$ 12,6 milhões destinados à construção e o restante à implantação de um parque anexo. Uma Comissão Especial avaliou a viabilidade técnica e urbanística do projeto, destacando que a localização respeitava o conjunto arquitetônico histórico e ajudava a valorizar a região.

Atualização dos estudos

Em 2023, na gestão do presidente Almir Vieira (PP), foi realizado o levantamento topográfico e a sondagem do terreno, além da atualização completa do Estudo Preliminar. O documento revisado ampliou o programa de necessidades e aumentou a área construída estimada para 7.739,40 m².

Com base no CUB do Sinduscon Blumenau de outubro de 2023, o custo da nova edificação foi atualizado para R$ 26,6 milhões.

Retomada do projeto

Em 2025, o presidente Ailton de Souza – Ito (PL) anunciou a retomada das tratativas para avançar na concretização da sede própria. Segundo ele, a iniciativa é essencial para fortalecer a estrutura institucional da Câmara, reduzir despesas recorrentes com aluguel e oferecer melhores condições de trabalho a servidores, vereadores e cidadãos que frequentam o Legislativo.

“Este é um projeto importante, histórico e tecnicamente bem fundamentado. Estamos retomando os estudos para que Blumenau finalmente tenha uma sede legislativa à altura da cidade e da população que representamos”, afirmou Ito.

Próximos passos

Com a retomada, a Mesa Diretora deverá encaminhar ao Poder Executivo um pedido formal de alinhamento técnico e orçamentário, já que a construção depende de ajustes na Lei Orçamentária Anual (LOA). Também será marcada uma reunião institucional entre vereadores e o prefeito para detalhar o encaminhamento e pactuar as próximas etapas.

Na sequência, a Câmara deverá contratar o projeto executivo de arquitetura e engenharia, etapa que permitirá detalhar as soluções construtivas, revisar custos e, se necessário, adequar a proposta a um formato mais econômico, de acordo com a realidade financeira do município.

Somente após essa fase será definida a forma de execução da obra — que poderá ocorrer por recursos próprios, financiamento público autorizado por lei, locação “build to suit” (BTS) ou outra alternativa prevista na legislação.


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