Blumenau avançou mais uma etapa na criação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A novidade desta semana é o início da análise hidrológica, feita por técnicos do Serviço Geológico do Brasil, que passaram a estudar como a água se comporta na cidade — especialmente em regiões próximas a rios e ribeirões.
Na prática, essa fase observa locais que podem alagar com mais facilidade. Por exemplo: casas construídas muito perto de rios tendem a sofrer mais quando o nível da água sobe. Esse tipo de situação agora está sendo mapeado com mais precisão.
Antes disso, o trabalho estava focado em outro problema comum em Blumenau: os deslizamentos de terra. Essa primeira etapa, chamada de análise geológica, começou no segundo semestre do ano passado e avaliou áreas como morros e encostas.
Segundo o secretário de Defesa Civil, Carlos Menestrina, o plano precisa considerar esses dois cenários porque eles fazem parte da realidade da cidade — tanto os deslizamentos quanto as enchentes.

O pesquisador e geólogo Anselmo Pedrazzi, que participa do estudo, explica que já foi possível identificar alguns pontos de atenção. Entre eles estão morros ocupados por moradias, onde há risco de deslizamento, e imóveis muito próximos de cursos d’água, que podem ficar em áreas alagáveis.
A expectativa do Serviço Geológico do Brasil é finalizar os trabalhos de campo ainda neste semestre. Depois disso, será entregue um relatório com todas as informações levantadas. Mesmo assim, uma nova etapa já está prevista para o segundo semestre deste ano, quando áreas consideradas de alto risco vão passar por uma análise mais detalhada.
Esse plano é uma exigência da Lei 12.608/2012, que criou a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Blumenau está entre dez cidades brasileiras que participam dessa iniciativa. Além dela, estão na lista Rio do Sul (SC), Bento Gonçalves (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Paulista (PE), Teresina (PI), Rio Branco (AC), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Goiânia (GO).






