Município do Vale do Itajaí promove 1ª Festa da Banana

Evento em outubro terá atrações culturais, comidas típicas e valorização da agricultura local.

Foto: GabiSanda / Pixabay [via Canvas]

No dia 11 de outubro, o Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Glória, no Braço do Báu, recebe a 1ª Festa da Banana. Organizado pelo município de Ilhota (SC), o evento tem como objetivo valorizar a fruta que é símbolo da comunidade, reunindo moradores e visitantes em um dia de celebração.

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A programação conta com atrações culturais, comidas típicas e momentos de convivência, reforçando o orgulho e a identidade da região. A ideia é destacar não apenas a importância econômica da banana, mas também seu papel na cultura e no cotidiano das famílias do bairro.

Produção de banana em Ilhota

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, a agricultura ocupa cerca de 8.660 hectares do território de Ilhota, equivalente a um terço do município. Dentro desse cenário, a banana se consolida como o principal produto agrícola, com 15,1 mil toneladas produzidas naquele ano, superando o arroz em casca, que registrou 12 mil toneladas. Mesmo representando 9,6% do valor adicionado fiscal municipal, a cultura bananeira se mantém como marca da tradição local.

 

Igreja Nossa Senhora do Rosário, no bairro Braço do Báu, no município de Ilhota (SC) | Foto: divulgação

A história da igreja que sedia a festa

A comunidade do Baú Central foi fundada em 1896, e a devoção a Nossa Senhora do Rosário acompanha sua trajetória desde o início. A primeira capela em madeira ficava em frente ao atual cemitério, e a segunda foi erguida em um terreno doado pelo casal Alberto e Helena Schimitt.

A atual igreja, construída na década de 1950, foi obra coletiva da comunidade, com a liderança dos mestres de obras Domingos Daros e seu filho Osni Daros, naturais de Nova Trento. Osni, ainda solteiro à época, acabou se fixando no Baú Central após casar-se com Maria de Jesus Gonçalves, filha da professora Francisca Gonçalves, conhecida como Dona Chica, e de José Gonçalves.

Esse vínculo histórico torna ainda mais simbólico o fato de a 1ª Festa da Banana acontecer justamente no salão paroquial da igreja, reforçando a união entre fé, tradição e agricultura.


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