Mulheres ampliam presença no empreendedorismo catarinense

Segundo dados da Junta Comercial de SC, entre os novos registros abertos somente em 2025, quase 140 mil mulheres aparecem como proprietárias ou sócias.

Imagem (original): Peshkova / Getty Images [via Canvas]

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira (19/11/25), chega acompanhado de um movimento consistente na economia catarinense: o aumento da participação de mulheres no comando de negócios. Dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc) mostram que mais de 1,25 milhão de mulheres empreendem no estado — um número que vem crescendo ano após ano.

::: Siga OBlumenauense no WhatsApp ➡️ Clique aqui!

Atualmente, elas representam 38,2% dos empreendedores com empresas ativas em Santa Catarina. Porém, entre os novos registros abertos somente em 2025, a fatia feminina sobe para 40,8%. O avanço é mais evidente entre micro e pequenas empresas: só neste ano, quase 140 mil mulheres foram registradas como proprietárias ou sócias. Os dados refletem um movimento estrutural, no qual mais mulheres migram para a formalização, assumem o comando de negócios próprios e ampliam a presença no mercado.

A distribuição por setores ajuda a entender essa dinâmica. O comércio e reparação de veículos lidera com 343 mil empreendedoras. Em seguida aparece a indústria de transformação (158 mil), que inclui desde pequenos ateliês e fábricas locais até operações industriais maiores.

Atividades administrativas e serviços complementares somam 101 mil mulheres, enquanto alojamento e alimentação — segmento em que microempreendimentos têm forte peso — reúne 95 mil empreendedoras. A lista segue com atividades profissionais, científicas e técnicas (91 mil), outros serviços (87 mil), saúde humana e serviços sociais (70 mil), construção (56 mil), atividades imobiliárias (54 mil) e transporte, armazenagem e correio (49 mil).

Segundo a vice-presidente da Jucesc, Fabiana Everling, esse avanço compõe um ciclo econômico relevante, no qual a formalização de atividades, a qualificação profissional e a criação de oportunidades se retroalimentam. Para ela, esse movimento amplia renda, gera emprego e diversifica a base produtiva do estado, contribuindo para uma economia mais plural e resiliente.

Os dados também ajudam a dimensionar a presença feminina na indústria, no comércio, nos serviços e em setores historicamente menos representados por mulheres. Embora casos específicos chamem atenção, como o crescimento de grandes marcas do setor calçadista, o objetivo dos números é mostrar tendências e comportamentos amplos — não histórias individuais. No conjunto, o empreendedorismo feminino demonstra força crescente, capacidade de adaptação e impacto direto na economia catarinense.

Fonte: Governo de Santa Catarina


▶️🛜Siga nossas redes sociais: Youtube | Instagram | X (antigo Twitter) | Facebook | Threads | Bluesky