Morre Lair Minela, fundador do tradicional Dragão Lanches em Blumenau

Empreendedor marcou gerações e deixa legado construído desde o final dos anos 1970 na cidade.

Foto: Redes Sociais

O início da semana foi de luto para clientes e colaboradores do Dragão Lanches, em Blumenau. A morte de Lair Minela, aos 71 anos, fundador do estabelecimento, foi comunicada nas redes sociais do negócio nesta segunda-feira (4/05/26).

O velório inicia ao meio-dia  no Crematório Neuhaus, localizado na BR-470, no bairro Salto do Norte, logo depois do Trevo do Celeiro do Vale, no sentido Indaial. A despedida está prevista para terça-feira (5), até 10h.

Na homenagem publicada pelo Dragão Lanches, o estabelecimento lembrou que a história começou há 46 anos. O texto afirma que o negócio nasceu como um sonho que ganhou forma, sabor e endereço, tornando-se um lugar onde famílias se reuniram e memórias foram construídas a cada refeição.

Relatos do próprio Lair, publicados em dois vídeos nas redes sociais do Dragão Lanches, ajudam a contar a origem do negócio. Ele dizia que a ideia do nome surgiu em 1974, quando trabalhava em outra lanchonete e já imaginava abrir um lanche próprio chamado Dragão Lanches.

O projeto saiu do papel em 1º de junho de 1978, na Alameda Rio Branco, na região Central de Blumenau. Em 11 de julho de 1980, o Dragão Lanches abriu na Rua 4 de Fevereiro, no bairro Itoupava Norte, onde permanece até hoje.

Lair também contou que, mesmo após a mudança, o estabelecimento manteve o mesmo lanche e o mesmo tempero. Essa continuidade aparece como uma das marcas da história contada por ele e reforçada pela homenagem publicada pelo negócio.

Entre as lembranças citadas, está a de um cliente que teria reencontrado Lair depois de 45 anos pelo sabor do lanche. Segundo o relato, essa pessoa estudava na época em que Colégio Bom Jesus ainda se chamava Santo Antônio e que, ao chegar ao estabelecimento, perguntou ao filho de Lair onde o pai estava.

O fundador também lembrava de clientes que namoraram no Dragão Lanches, casaram, tiveram netos e continuaram frequentando o local. Para o estabelecimento, essas histórias ajudam a explicar o vínculo criado com diferentes gerações.

Nos primeiros dias da unidade da Itoupava Norte, a produção ainda era feita no Centro. Lair contou que os hambúrgueres, a maionese e os demais preparos eram feitos antes da equipe seguir, por volta das 16h, para abrir o lanche no novo endereço.

A inauguração na Itoupava Norte ocorreu em uma terça-feira. Nos primeiros dias, o funcionamento seguiu dentro do esperado. No sábado, porém, a equipe levou a mesma quantidade de pão, tomate e alface, mas o movimento surpreendeu.

Segundo Lair, por volta das 3h da madrugada, enquanto ainda havia pão, hambúrguer e tomate, tudo foi vendido. Ele contou que, na época, a intenção inicial era usar Cine Mogk, a Escola Educação Básica (EBB) Professor João Widemann e o Guarani Esporte Clube como referências. Ainda conforme o relato, o que impulsionou o Dragão Lanches na Itoupava Norte foi uma discoteca, ainda antes da Rivage, esta última, inaugurada na década de 1980.

Na publicação de despedida, o estabelecimento afirmou que não se perde apenas um empresário, mas “um guardião de memórias”. A homenagem também cita os funcionários que ele formou, os clientes que cresceram com ele e os filhos que acompanharam de perto sua dedicação ao negócio.

Em junho, o Dragão Lanches completará 46 anos. Segundo o comunicado, será um aniversário diferente, mais silencioso e emocionado, mas também marcado pela gratidão.


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