Ministro das Relações Exteriores do Brasil cumpre agenda na China

O comércio bilateral entre os dois países atingiu a expressiva marca de US$ 170,9 bilhões.

Imagem (ilustrativa): OBlumenauense

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta segunda e terça-feira (1 e 2/06/26) do 5º Diálogo Estratégico Global (DEG) entre Brasil e China. Na agenda estão encontros com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o ministro do Comércio, Wang Wentao. Vieira também visitará o Museu Nacional da China, palco das atividades do Ano Cultural Brasil-China.

Por trás do protocolo, está a maior relação comercial do Brasil. Segundo o Itamaraty, o comércio entre Brasil e China chegou a US$ 170,9 bilhões. O superávit brasileiro foi de US$ 29 bilhões, puxado principalmente pelas exportações do agro.

Comparação com outros países.

Em ranking por país, os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com cerca de US$ 82,9 bilhões em comércio com o Brasil. A Argentina vem depois, com aproximadamente US$ 31 bilhões. Em quarto lugar está a Alemanha, com algo em torno de US$ 21 bilhões, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do MDIC para estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Ou seja: a China negocia com o Brasil mais que o dobro dos Estados Unidos e mais de cinco vezes o volume da Argentina.

Boa parte dessa engrenagem passa pelo campo.

A China é o principal destino da soja brasileira e compra volumes expressivos de carnes, celulose, algodão, açúcar e produtos florestais. A mineração também entra forte nessa conta, com destaque para o minério de ferro.

No caminho inverso, chegam máquinas, equipamentos industriais, eletrônicos, produtos químicos e bens de tecnologia. Enquanto um país vende alimentos, minerais e matérias-primas, o outro entrega indústria, escala e tecnologia.

Santa Catarina

Com destino à China, Santa Catarina tem nas proteínas animais sua principal vitrine. Em 2025, a carne suína catarinense somou US$ 1,85 bilhão em exportações, e a China apareceu entre os principais compradores do produto. Já a carne de frango, líder da pauta exportadora do estado, movimentou US$ 2,45 bilhões no ano.

A China também manteve posição de destaque entre os maiores mercados das exportações catarinenses e respondeu por cerca de 9,9% de tudo o que o estado vendeu ao exterior. Além das carnes, o mercado chinês absorve produtos ligados ao setor florestal, como madeira e celulose, além de parte da produção industrial catarinense.


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