A inflação esperada para 2025 teve um leve ajuste para baixo e agora está em 4,36%, segundo dados do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15/12/25). Na prática, isso indica que os preços seguem subindo, mas em ritmo um pouco menor do que o previsto semanas atrás.
Mesmo assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ainda fica perto do teto da meta oficial, que vai até 4,5%. Em novembro, a inflação foi de 0,18%, puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas, e o acumulado em 12 meses chegou a 4,46%.
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Para os próximos anos, a expectativa é de uma inflação mais comportada: 4,1% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028. Isso significa que, aos poucos, a pressão sobre itens do dia a dia — como alimentação, serviços e transporte — tende a diminuir, embora sem quedas bruscas de preços. A projeção considera que a economia deve seguir em ritmo moderado, sem grandes acelerações.
Mesmo com essa melhora gradual, os juros continuam altos. A taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006, e deve permanecer assim por mais tempo. Na vida real, isso se traduz em financiamentos, empréstimos e parcelamentos mais caros, além de maior dificuldade para empresas investirem e ampliarem seus negócios. O mercado espera que os juros só comecem a cair de forma mais consistente a partir de 2026.
Sobre a economia como um todo, a previsão é de crescimento de 2,25% em 2025, com avanço mais contido nos anos seguintes. Já o dólar deve fechar este ano em torno de R$ 5,40 e chegar a R$ 5,50 no fim de 2026, cenário que influencia diretamente preços de produtos importados e combustíveis.
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