Durante o inverno, a menor sensação de sede faz com que muitas pessoas reduzam a ingestão de água sem perceber. Esse hábito pode favorecer a desidratação e a formação de cálculos renais, além de aumentar a vulnerabilidade a problemas urinários, como as cistites.
O cuidado deve ser maior entre idosos. Com o avanço da idade, a percepção da sede diminui, o que aumenta a suscetibilidade à desidratação. Por isso, a orientação é manter o consumo de água ao longo do dia, mesmo quando a vontade de beber é pequena.
Uma hidratação adequada contribui para a produção de urina menos concentrada e ajuda a reduzir o risco de formação de cálculos renais. A quantidade necessária varia conforme idade, peso, atividade física, alimentação, clima e condições de saúde.
Dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina e alterações no fluxo urinário são sinais que merecem atenção. Ao perceber esses sintomas, a orientação é procurar atendimento para avaliação médica.
Entre os exames usados na investigação de alterações urinárias está a urodinâmica, que avalia o funcionamento da bexiga e da uretra. Nos casos de cálculos renais, a litotripsia extracorpórea por ondas de choque pode ser indicada para fragmentar as pedras e facilitar sua eliminação pela urina.
Além da hidratação, os cuidados incluem a prática de atividade física e uma alimentação com menor presença de sódio e produtos ultraprocessados. O frio não é a causa direta dessas doenças. O risco está, sobretudo, nos hábitos que mudam quando a temperatura cai.
Café e chá hidratam?
Sim. Café e chás contribuem para a ingestão diária de líquidos porque são feitos principalmente de água. No entanto, especialistas recomendam que a água seja a principal fonte de hidratação. Bebidas com cafeína, como café, chá-preto e chá-verde, têm um leve efeito diurético, mas esse efeito costuma ser pequeno em pessoas habituadas ao consumo.





