Medicamento aprovado pela Anvisa usa o mesmo princípio ativo do Ozempic

A nova opção vai ampliar o acesso ao tratamento do diabetes tipo 2.

Foto: Marcello Casal JR [Agência Brasil]

Quem convive com diabetes tipo 2 pode ganhar, nos próximos meses, mais uma alternativa de tratamento no Brasil. A Anvisa publicou nesta terça-feira (26/05/26) o registro do Ozivy, medicamento da EMS que utiliza semaglutida — o mesmo princípio ativo do Ozempic.

A aprovação acontece pouco tempo depois do fim da patente do Ozempic, encerrada em 20 de março. O pedido da EMS havia sido enviado ainda em 2023 e passou pelas etapas de análise da Anvisa, que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade antes de liberar a comercialização.

O Ozivy poderá ser usado no tratamento de adultos com diabetes tipo 2, sempre como apoio à alimentação equilibrada e à prática de exercícios físicos. A aplicação será semanal, por meio de caneta injetável já preenchida.

Para muita gente que depende desse tipo de medicamento, a chegada de uma nova opção ao mercado pode representar mais disponibilidade e alternativas de escolha nos próximos meses. Ainda assim, a venda não começa imediatamente.

Antes de chegar às farmácias, o medicamento precisa ter o preço máximo aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Depois disso, cabe à empresa decidir quando o produto será colocado no mercado.

Outro detalhe importante envolve o armazenamento. Diferente do medicamento originador, o Ozivy deve permanecer refrigerado tanto antes quanto depois do início do uso.

Apesar de utilizar a mesma substância do Ozempic, o novo produto não é considerado genérico. Pelas regras brasileiras, medicamentos biológicos não possuem versões genéricas. A Anvisa classifica o Ozivy como um medicamento novo, por ser um análogo sintético de produto biológico.

Já a possibilidade de distribuição pelo SUS ainda depende de novas etapas. Para isso acontecer, o medicamento precisará passar pela avaliação da Conitec e também receber aprovação do Ministério da Saúde. Nem todo remédio registrado pela Anvisa acaba incorporado à rede pública.

Com informações da Agência Brasil


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