quinta-feira, 21 outubro 2021
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Máscaras lúdicas ajudam pacientes pediátricos da Radioterapia do Hospital Santo Antônio

Antes de iniciar o tratamento, os profissionais conversam com o paciente e descobrem qual o seu personagem favorito.

Texto e fotos de Larissa Machado (HSA)

Se para um adulto, fazer uma sessão de radioterapia, do qual você precisa ficar por pelo menos 15 minutos sem se mexer já é difícil, imagina para uma criança. Durante a realização das sessões de radioterapia é obrigatório o uso da máscara para tratar os tumores de cabeça e pescoço, face ou sistema nervoso central.

Seu material é de plástico sensível ao calor e vem em forma sólida e plana, quando colocada na água quente, o plástico se torna mole e flexível. Neste momento, com a temperatura adequada, ela é moldada ao rosto do paciente, que utiliza a máscara até o final do tratamento. Cada máscara é única e exclusiva para o paciente.

Quando o paciente está deitado, a máscara é colocada e presa na mesa durante a sessão de radioterapia e impede o movimento da cabeça do paciente. Pensando em proporcionar mais humanização e transformar o momento em algo mais leve, o técnico em radiologia Lucas Agostinho Beckhauser, que já tinha visto a customização em outros serviços, trouxe a ideia para o setor de radioterapia, com a ajuda de seu amigo Anderson Marqueti, transformaram uma máscara branca em uma máscara do Capitão América. Abraçando a causa e incentivando os outros profissionais.

Quando se trata de pacientes pediátricos, a radioterapia se torna ainda mais delicada, pois quando a criança não consegue ficar na mesa sozinha, necessitamos usar anestesias e sedações. Por isso as máscaras vem para ajudar nesse compromisso. Entramos no mundo da imaginação com as crianças. Já na primeira consulta, onde é feita a moldagem da máscara no rosto do paciente, os colaboradores conversam e distraem as crianças, transformando em uma brincadeira, perguntam qual o personagem favorito, seu super herói, e o que a sala lembra para ela. A Mariah, por exemplo, paciente de 6 anos, na primeira consulta já nos falou que Frozen era seu desenho favorito, e juntos imaginamos esse mundo. Quando ela recebeu a máscara da Elsa, ela já se empolgou, a nossa sala já fica um pouco mais gelada, e ela entrou na brincadeira, falando que era o mundo da Frozen. Relata Dra. Vanessa Oliveira, médica radioncologista.

Hoje, as máscaras são confeccionadas pelas técnicas de radiologia, e aos poucos os armários estão ganhando espaço para os personagens, além da Elsa, um unicórnio e o capitão América decoram esse ambiente, esperando seus pequenos pacientes.

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