sábado, 25 setembro 2021
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Linguiça Blumenau: o trabalho do SEBRAE e fabricantes para o registro de Indicação Geográfica.

 

 

 

 

Na gastronomia típica local, nas lojas de souvenirs, nas festas regionais. Se tem uma coisa que não pode faltar quando o assunto é tradição germânica no Vale do Itajaí, é a Linguiça Blumenau. Produzida a partir de carnes suínas nobres, a iguaria ganha um reforço para ser reconhecida como um produto exclusivo da região. O Sebrae/SC, junto com fabricantes locais e as prefeituras dos cinco municípios (Blumenau, Pomerode, Gaspar, Timbó e Indaial) retoma o processo para garantir o registro de Indicação Geográfica (IG) ao produto.

 

 

Hoje existe uma associação que reúne nove produtores da iguaria, mas tem potencial para agregar um total de 20, que fazem parte da rota da linguiça. Essa concentração econômica, em um território (5 municípios) com um produto de uma característica específica, é o que leva a uma Indicação Geográfica.

 

 

Segundo o Ministério da Agricultura, o registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.

Conferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de Indicação Geográfica é um atrativo a mais para o reconhecimento de um produto e o consequente avanço econômico da região fabricante. “Em Santa Catarina já temos este reconhecimento para alguns produtos, como os dos Vales da Uva Goethe, conquistado em 2012, e da banana da região de Corupá, em 2018. Para a região do Vale, onde a Linguiça Blumenau é fabricada, ter a IG será um importante passo para proteção, reconhecimento e desenvolvimento da produção local”, explica Aloisio Salomon, analista do Sebrae Vale do Itajaí.

 

 

A partir de agora, Sebrae e produtores passam a estruturar informações sobre o produto e a realidade local, que irá resultar na construção das características, processos e limitação territorial da Linguiça Blumenau. Segundo a entidade, a conclusão das ações de preparo e a obtenção do registro devem acontecer no fim do ano.

Todo processo deve custar R$ 170 mil, metade paga pelo SEBRAE e espera-se contar com a colaboração das cinco prefeituras. Caberá a entidade organizar as reuniões dos produtores e dar o encaminhamento das pesquisas e publicações necessárias para montar o dossiê. É através que será encaminhado o pedido do registro.

Além da linguiça Blumenau, outras regiões com produtos característicos estão pleiteando o reconhecimento de Indicação Geográfica. São eles: as ostras de Florianópolis; o camarão de Laguna; a cachaça de Luiz Alves, a banana de Luiz Alves, a maçã Fuji da região de São Joaquim, os vinhos de Altitude de Santa Catarina e o Mel de Melato de Bracatinga do planalto Sul brasileiro. No total, mais de 5 mil produtores catarinenses estão sendo impactados diretamente com a estruturação das IGs.

As informações foram passadas em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (6/02/20) na sede do SEBRAE em Blumenau, localizada na Rua XV de Novembro, no Centro. O evento reuniu cerca de 7 fabricantes de linguiça. Confira o vídeo com mais detalhes.

 

O Blumenauense
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