quinta-feira, 28 outubro 2021
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Leitos da UTI-COVID de Gaspar estão ocupados por mulheres, incluindo mães e filhas

As faixas etárias variam entre 34 e 86 anos.

Uma coincidência chamou a atenção na UTI COVID SUS do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. No mês em que é comemorado o Dia Internacional das Mulheres, todos os 10 leitos estão ocupados por mulheres, incluindo mães e filhas. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde o início da pandemia.

Todas as pacientes deram entrada na Unidade de Terapia Intensiva em fevereiro. A faixa etária varia de 86, 79, 76, 75, 73, 64, 53, 49, 47 e 34 anos. Essa maior incidência da doença em mulheres pode ser uma nova característica desta terceira onda, assim como acometer de forma grave pessoas abaixo dos 60 anos.

Com a taxa de novas infecções cada vez maior, o Hospital de Gaspar passou a receber mais frequentemente pessoas da mesma família. “Não podemos deixar de nos cuidar e cuidar dos outros. Hoje, nossa UTI tem a triste marca de estar com mães e filhas. São duas mães, sendo uma de 79 anos e sua filha de 34, e a outra de 86 e suas filhas de 49 e 53 anos. Por isso é cada vez mais importante manter as medidas de prevenção”, afirmou Fabiana Massari, diretora administrativa do hospital.

Em visita à unidade, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, explicou que o salto de casos e internações neste terceiro pico pode ser explicado pela chegada de uma nova variante da doença no estado. “Ao que tudo indica, a nova cepa da doença tem uma taxa de transmissibilidade maior que a anterior. Com o número maior de infecção, mais pessoas precisam ser hospitalizadas e de atendimento na UTI. O Quadro que enfrentaremos neste mês é preocupante”, disse André Motta.

Prevendo o agravamento da situação da pandemia nas próximas semanas, a prefeitura de Gaspar conseguiu junto ao governo do estado a abertura de mais 10 leitos de UTI. Com isso, a cidade dobra a disponibilidade desses leitos especializados. Mas como o hospital atende pelo sistema SUS, não pode garantir que todos sejam destinados aos gasparenses.

“Quando os primeiros sinais que poderíamos enfrentar um colapso no sistema de saúde surgiram, a administração municipal agiu rápido e buscou dobrar a oferta de leitos de UTI. Gaspar saiu na frente de outros municípios que terão mais dificuldade para conseguir insumos e equipamentos”, finaliza Fabiana Massari.

 

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