Legião Urbana volta a ecoar em Blumenau em noite dedicada aos clássicos da banda

Tributo “O Legado” ocupa o Teatro Carlos Gomes neste sábado (12/09), com repertório que passeia por sucessos e lados B de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro.

Foto: divulgação

“Tempo Perdido” começa a tocar e não é preciso muito para reconhecer os primeiros versos. Quatro décadas depois de chegar às rádios, a música continua atravessando gerações — assim como boa parte do repertório da Legião Urbana. Neste sábado (12/09/26), essa memória coletiva ganha palco em Blumenau.

O espetáculo “Tributo Legião Urbana – O Legado” será apresentado às 20h30 no Teatro Carlos Gomes. No palco estarão William Maglione, nos vocais e violões; Felipe Gibran, na bateria; Rafael Lemes, nos teclados; Daniel Schramm, nas guitarras; e Mayckon Douglas, no baixo.

A proposta é revisitar canções que transformaram a banda de Brasília em um dos grandes fenômenos do rock nacional e fizeram de Renato Russo uma voz difícil de separar da juventude brasileira dos anos 1980 e 1990.

A noite terá músicas como “Tempo Perdido”, “Será”, “Pais e Filhos” e “Eduardo e Mônica”. O repertório também abre espaço para os chamados lados B, canções menos óbvias que ajudam a mostrar a dimensão da obra construída pelo grupo.

O show foi pensado como uma viagem cronológica e emocional. Mais do que simplesmente reproduzir sucessos, a apresentação procura recuperar as diferentes fases da Legião e letras que passaram por amor, política, conflitos familiares, inquietações juvenis e autodescoberta.

De Brasília para o Brasil

A história da Legião Urbana começa em Brasília, no começo dos anos 1980, depois do fim do Aborto Elétrico, grupo do qual Renato Russo havia participado. Formada em 1982, a Legião acabaria se tornando um dos nomes centrais da geração que colocou o rock brasileiro novamente no centro da cultura pop naquela década.

Renato Russo assumiu os vocais e o baixo no início da trajetória, ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá, integrantes que permaneceriam ligados à fase clássica do grupo. Renato Rocha também passou pela formação da banda nos anos 1980.

O primeiro álbum, “Legião Urbana”, chegou em 1985 e trouxe músicas como “Será”, “Geração Coca-Cola” e “Ainda É Cedo”. Era um rock direto, inquieto e com letras que conversavam com um Brasil que deixava para trás mais de duas décadas de ditadura militar.

Um ano depois veio “Dois”, disco que colocou a banda em outro patamar. “Tempo Perdido”, “Eduardo e Mônica” e “Índios” ajudaram a transformar Renato Russo em uma espécie de cronista sentimental de sua geração.

Vieram ainda músicas que permaneceriam no imaginário brasileiro, entre elas “Que País É Este”, “Faroeste Caboclo”, “Pais e Filhos”, “Há Tempos”, “Metal Contra as Nuvens” e “Vento no Litoral”.

As letras eram parte fundamental dessa conexão. Renato escrevia sobre política e desigualdade, mas também sobre solidão, amizade, família, sexo, religião e aquela velha dificuldade de descobrir o que fazer da própria vida.

A trajetória original terminou em 1996, após a morte de Renato Russo, aos 36 anos. A Legião Urbana deixou uma discografia que continuou circulando muito além daquela geração — em discos, rádios, festas, violões, filmes e, depois, nas plataformas digitais.

É justamente essa permanência que ajuda a explicar a existência de espetáculos como “O Legado”. Para parte da plateia, será uma volta ao tempo em que aquelas músicas chegaram pela primeira vez. Para outra, talvez seja a oportunidade de cantá-las em um teatro mesmo tendo conhecido a Legião muitos anos depois do fim da banda.

O Tributo Legião Urbana
🗓️ Data: 12 de Setembro (Sábado)
⏰ Horário: 20:30h (Abertura do teatro às 19:30h)
📍 Local: Teatro Carlos Gomes – Blumenau/SC
🎫 Ingressos: clique aqui


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