Karsten cruza a fronteira e inaugura primeira fábrica fora do Brasil

Unidade amplia capacidade produtiva, mira eficiência e reforça estratégia de expansão na América Latina.

Foto: Karsten / divulgação

Na manhã desta quinta-feira (26/03/26), em Minga Guazú, cidade do leste paraguaio, a Karsten inaugurou sua primeira fábrica fora do Brasil. Para a companhia, fundada há mais de um século em Blumenau, é um passo inédito.

A cerimônia reuniu lideranças da empresa e autoridades dos dois países. Representaram a Karsten, o CEO Márcio L. Bertoldi; o diretor de operações, Adilson Kraeft; o gerente industrial no Paraguai, Rodrigo Prade; o diretor industrial, Evandro Burgel, a diretora de gente e gestão, Rosângela Schneider; e o membro do conselho, João Karsten Neto.

CEO Márcio L. Bertoldi | Foto: Karsten / divulgação

Do lado paraguaio, estiveram presentes o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Riquelme; e o presidente da estatal de energia ANDE, Félix Sosa. Também participou o cônsul honorário da Eslováquia, Charif Hammoud.

A unidade foi instalada em Minga Guazú por razões práticas: estabilidade econômica, custos competitivos de manufatura e localização estratégica na América do Sul. O foco inicial é a categoria de banho, com produção voltada ao mercado brasileiro. A expansão para outros mercados depende da evolução da demanda.

A operação funciona desde março e segue os mesmos padrões de governança, sustentabilidade e controle ambiental das plantas brasileiras da empresa. Para a região, a instalação gera empregos e capacitação técnica. A nova fábrica integra uma estratégia mais ampla da Karsten de ampliar escala industrial e avançar na gestão de marcas.

Foto: Karsten / divulgação

 

A força da economia Paraguaia 

O Paraguai vive um momento raro. Com PIB de US$ 44 bilhões e crescimento projetado em torno de 4% ao ano, o país supera consistentemente a média regional. O sistema tributário “10-10-10” — 10% de imposto corporativo, 10% de imposto de renda e 10% de IVA — resulta na menor carga tributária da América do Sul. A Lei de Maquila vai além: empresas que produzem para exportação pagam apenas 1% sobre o valor agregado e têm isenção na importação de insumos. Mais de 300 indústrias já operam sob esse modelo.

Não é por acaso que o Brasil é o maior investidor estrangeiro no país vizinho. A participação brasileira no investimento direto subiu de menos de 12% para 15% entre 2020 e 2024. Empresas como a Lupo já haviam percorrido esse caminho antes da Karsten.

O governo do presidente Santiago Peña, do Partido Colorado, tem sido peça central nessa virada. Peña lançou o “Plano Paraguay 2X” — dobrar o PIB em dez anos — e posicionou o país como plataforma industrial regional, com energia limpa e barata de Itaipu, avanço no Corredor Bioceânico e abertura crescente a investimentos estrangeiros.


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