O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou na manhã desta terça-feira (20/01/26, uma nova fase da operação que investiga uma organização criminosa responsável por fraudes milionárias contra idosos em situação de vulnerabilidade.
A “Operação Entre Lobos II” foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Miguel do Oeste, Caibi, Chapecó, Lages, Itajaí e São José. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9,6 milhões em contas bancárias dos suspeitos e a apreensão de veículos de luxo.
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Além disso, foram impostas medidas cautelares como o monitoramento eletrônico de quatro investigados, a suspensão de funções exercidas por eles em empresas envolvidas no esquema e a proibição de movimentação financeira por meio de alvarás judiciais relacionados às firmas de fachada ligadas ao grupo.
Quatro advogados estão entre os alvos da operação, e as diligências foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Fraudes sofisticadas e vítimas vulneráveis
Segundo o MPSC, a investigação revelou um elaborado esquema de lavagem de dinheiro e manipulação do sistema judicial com o objetivo de perpetuar fraudes e garantir o recebimento de valores indevidos. O grupo atuava principalmente por meio da criação de empresas de fachada e aquisição de créditos judiciais em nome de idosos, que se tornavam alvos de estelionato.

Durante a nova fase, foram apreendidos dez celulares, quatro veículos de alto padrão, dois computadores, três pen drives e uma série de documentos que serão analisados pela Polícia Científica para produção de laudos periciais.
A “Entre Lobos II” é um desdobramento da primeira fase da operação realizada em 22 de julho de 2025, que teve abrangência nacional, com ações em cinco estados: Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas. Na ocasião, as investigações identificaram ao menos 280 vítimas.
Com o avanço do caso após a fase inicial, foi descoberto que um terceiro investigado assumiu o controle de um dos escritórios ligados ao esquema, dando continuidade às práticas criminosas. Também foi identificada a criação de uma nova empresa de fachada, usada para aplicar golpes semelhantes.
Origem do nome e próximos passos
O nome “Entre Lobos II” faz referência à atuação predatória dos investigados, que, segundo o MPSC, abusavam da confiança de idosos — muitos deles clientes — para se apropriar de valores indevidamente. A escolha do nome da operação também homenageia uma das vítimas, cujo sobrenome era “Wolf”, palavra que significa “lobo” em inglês.
A operação contou com o apoio das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal de Santa Catarina. Todo o material apreendido será usado para aprofundar as investigações, identificar novos envolvidos e mapear a possível existência de uma rede mais ampla.
O processo segue em segredo de Justiça. Novas informações poderão ser divulgadas após a liberação dos autos.
Sobre o GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, com atuação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo é responsável por investigar, prevenir e reprimir ações de organizações criminosas no estado.
Com informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
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