A notícia que veio do Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira (28/02/26), não foi das mais animadoras: a Selic segue em 15% ao ano, mantendo-se no maior patamar das últimas duas décadas. Para quem busca investir, ampliar negócios ou expandir a produção, esse percentual pode representar uma barreira ao crescimento.
Em Santa Catarina, no entanto, o governo estadual tem apostado em “atalhos” para aliviar esse peso e evitar que o desempenho econômico seja prejudicado.
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O contra-ataque aos juros altos
Com a economia nacional sentindo o freio da taxa básica, o estado utiliza programas como o Pronampe SC e o Juro Zero para garantir que o crédito chegue não apenas aos pequenos, mas também a empresas de médio e grande porte. De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, a estratégia foca em diálogo com entidades e na simplificação para atrair investimentos, gerando mais emprego e renda para o catarinense.
O governador Jorginho Mello classifica o cenário atual de juros como um “castigo” para quem produz. Ele defende que a gestão estadual fez o “dever de casa” ao passar o estado a limpo sem aumentar impostos, o que permitiu a Santa Catarina crescer o dobro da média nacional e dar segurança para quem deseja investir.
As rotas para um crédito mais acessível
Para quem precisa de recursos com custo muito inferior ao de mercado, as opções atuais são:
Juro Zero: Focado nos MEIs, cobre 100% dos juros em empréstimos de até R$ 5 mil, com possibilidade de uma segunda operação.
Pronampe SC: Direcionado a micro e pequenos negócios, o estado assume 40% dos encargos em operações que variam de R$ 20 a 150 mil.
Estrada Boa Rural: O governo subsidia 100% dos juros para prefeituras que tomam crédito junto ao Badesc e BRDE. Os municípios não pagam nada de juros durante a operação.
Asfalto no campo
O programa para as estradas rurais é ambicioso: um aporte total de R$ 2,5 bilhões (metade dos cofres estaduais e a outra das prefeituras) para pavimentar 2.500 km de vias em todos os 295 municípios. O objetivo é impulsionar os setores agrícola e agroindustrial, além de melhorar a qualidade de vida no interior.
TRAJETÓRIA DA SELIC
A trajetória da Selic na última década desenha um gráfico de extremos, funcionando como um termômetro das crises e recuperações do país. Após o ciclo de queda que culminou no piso histórico de 2% ao ano em 2020 — uma medida emergencial para injetar fôlego na economia durante a pandemia —, o cenário inverteu-se drasticamente com a pressão inflacionária global e incertezas fiscais.
Essa escalada levou os juros de volta aos dois dígitos, atingindo o patamar atual de 15% ao ano, o nível mais alto em duas décadas. Essa “montanha-russa” financeira reflete o esforço do Banco Central em equilibrar o controle de preços com a necessidade de crescimento, mantendo o Brasil hoje com uma das maiores taxas de juros reais do mundo.
| Ano | Taxa | Governo |
|---|---|---|
| 2016 | 14,25 % | Michel Temer |
| 2017 | 13,75 % | |
| 2018 | 6,5 % | |
| 2019 | 5 % | Jair Bolsonaro |
| 2020 | 2 % | |
| 2021 | 2,75 % | |
| 2022 | 9,25 % | |
| 2023 | 13,75 % | Lula |
| 2024 | 13,75 % | |
| 2025 | 15 % |
A SELIC é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias para calibrar os juros com base na meta de inflação. Ela funciona como o principal instrumento de política monetária do país, sendo utilizada para controlar o aumento de preços ao encarecer ou baratear o custo do dinheiro e do crédito. O Copom é composto pelos nove membros da diretoria colegiada do Banco Central, sendo o presidente da instituição e oito diretores de áreas específicas.
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