Blumenau ganhou um novo nome para acompanhar de perto no esporte: João Bertoldi, de apenas 11 anos. Em 2025, o jovem piloto não apenas estreou oficialmente no kartismo — ele fez isso empilhando resultados de gente grande. Ao longo da temporada, foram múltiplas poles, vitórias em sequência e pódios quase que automáticos em cada competição que disputou.
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A trajetória começou na Copa São Paulo Bradesco, onde Bertoldi mostrou que não estava ali só para aprender. Logo na estreia, garantiu a pole position e venceu três baterias, abrindo o ano com autoridade. De lá para frente, manteve a consistência como marca registrada. Na tradicional Copa São Paulo Light de Kart, uma das mais disputadas do país, disputou quatro etapas na categoria Cadete Rookie, venceu duas e subiu ao pódio em todas — resultado que o colocou entre os três melhores do campeonato.

A temporada seguiu com desempenho sólido nos campeonatos de maior peso do país. João foi vice-campeão brasileiro em duas categorias: a Mini, onde tinha apenas três corridas de experiência, e a Cadete, decidida em uma final acirrada com 55 pilotos no grid e uma diferença de apenas 0.066 segundos para o vencedor. Ainda garantiu o terceiro lugar na Copa Brasil de Kart, consolidando-se como uma das promessas da base do automobilismo brasileiro.

Mas o ano não foi feito só de troféus. Nos bastidores das pistas, Bertoldi enfrentou obstáculos dignos de veteranos. Encarou mudanças técnicas como motores mais potentes e freios hidráulicos, lidou com falhas mecânicas — como quebra de corrente e eixo danificado — e até correu gripado, após uma ida ao hospital. Nada disso, porém, foi suficiente para tirá-lo do foco.
O ponto mais alto da temporada veio fora do país: na Itália, durante a WSK Final Cup, uma das principais competições do kartismo mundial. João, estreando no cenário internacional, classificou-se para a final da categoria Mini Gr.3 e cruzou a linha de chegada em 14º lugar, entre os maiores talentos da modalidade no planeta.
Mesmo com todos os holofotes voltados para ele, o blumenauense faz questão de dividir os méritos. “Sou muito grato à equipe A8 Racing pelo trabalho impecável, aos pilotos parceiros, aos meus pais, aos coachs, aos patrocinadores (Karsten e Renauxview) e a todos os novos amigos que fiz no meio. Eles são parte fundamental de cada conquista”, afirmou.
Agora, o olhar se volta para 2026. Com a bagagem de um ano inesquecível, João se prepara para encarar a desafiadora categoria OK Júnior. A nova fase exige ainda mais técnica e velocidade, mas ele segue com o mesmo objetivo: evoluir a cada corrida, continuar conquistando títulos e abrir portas rumo ao alto nível do automobilismo.

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