Investigação apura uso indevido de máquinas e materiais da Prefeitura de Gaspar (SC)

Segundo a Polícia Civil, operação apura se recursos públicos destinados a obras teriam sido utilizados em propriedades privadas no fim de 2024.

Foto: Polícia Civil de Santa Catarina

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (3/02/26) a Operação Hora-Máquina com o objetivo de apurar eventuais irregularidades em contratos celebrados pela Prefeitura de Gaspar no último trimestre de 2024. As investigações, ainda em curso, apontam suspeitas de superfaturamento na locação de máquinas pesadas e no fornecimento de materiais como macadame e areia industrial.

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Segundo os investigadores, o edital lançado pela Prefeitura em setembro daquele ano previa o fornecimento desses materiais para atender a um ano de serviços. No entanto, conforme informações da Polícia, todo o volume previsto teria sido utilizado nos três meses finais do ano por três órgãos municipais: as secretarias de Obras, de Agricultura e o SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).

Foto: Polícia Civil de Santa Catarina

Ainda de acordo com a apuração, também teriam sido esgotadas todas as horas contratadas de uso de motoniveladora (patrola) nesse mesmo período, o que levantou dúvidas sobre a destinação real desses recursos.

As suspeitas incluem ainda a participação de empresas ligadas a uma mesma família em processos licitatórios, supostamente concorrendo entre si tanto para o fornecimento de materiais quanto para o aluguel de equipamentos. Essa prática pode, segundo a Polícia, indicar uma possível simulação de competição entre os participantes.

Durante a investigação, foram levantados indícios de que parte dos materiais e serviços teria sido direcionada a propriedades privadas, inclusive em terrenos de servidores públicos que são alvos da apuração. Esse uso fora do previsto nos contratos, se confirmado, pode ter contribuído para o rápido esgotamento dos recursos contratados.

Entre os investigados estão pessoas que ocupavam, à época dos fatos, a titularidade dos órgãos municipais citados. Também são alvos servidores responsáveis pela fiscalização dos contratos, além de um ex-vereador que não foi reeleito para a atual legislatura.

A operação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram recolhidos documentos, computadores, valores em espécie e outros materiais que serão analisados no decorrer do inquérito. Não foram expedidos mandados de prisão.

A Operação Hora-Máquina é conduzida pela 4ª Delegacia de Combate à Corrupção (4DECOR) e conta com o apoio da CECOR, das unidades 1DECOR, 2DECOR, 3DECOR e 5DECOR, além de delegacias das cidades de Balneário Camboriú, Camboriú, Porto Belo, Itapema, Brusque, Guabiruba, Jaraguá do Sul, Ascurra, Pomerode, Timbó, Blumenau (DPCAMI) e Joinville.

O portal OBlumenauense está aberto para que a defesa de qualquer um dos tenha ocupado algum desses cargos citados, se manifeste sobre a operação. A Polícia Civil esclareceu que operação em Gaspar não tem relação com os mandados cumpridos na Câmara de Vereadores de Blumenau.


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