A presença de barreiras nos espaços culturais nem sempre é visível. Muitas vezes, elas se manifestam de forma sutil — nas interações, na comunicação ou na falta de preparo para atender pessoas com deficiência. Reconhecer e superar esses desafios é um passo essencial para garantir que a cultura seja, de fato, um direito de todos.
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Com esse foco, a Prefeitura de Blumenau realiza nesta segunda e terça-feira (2 e 3/02/26), a formação “Luz, câmera, inclusão: formação para uma cultura sem barreiras”, no Teatro Carlos Gomes. A ação integra a 7ª edição do projeto Cultura para Todos e é organizada pela Secretaria de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Paradesporto (Seidep), em parceria com o teatro.

A iniciativa tem como público os profissionais que atuam nas diversas áreas do Teatro Carlos Gomes: diretores, colaboradores, estagiários, prestadores de serviço, professores e equipes das instituições que funcionam no espaço. O objetivo é ampliar a compreensão sobre inclusão, alinhando conhecimentos e práticas entre os envolvidos na oferta cultural da cidade.
A programação propõe uma reflexão sobre acessibilidade plena, conceito que vai além de estruturas físicas adaptadas. O curso destaca, por exemplo, as chamadas barreiras atitudinais — comportamentos ou percepções que, mesmo sem intenção, podem limitar o acesso e a participação de pessoas com deficiência em ambientes culturais.

Durante os dois dias de formação, os participantes terão contato com temas como o marco legal da inclusão, os diferentes tipos de acessibilidade, capacitismo, comunicação inclusiva, acessibilidade arquitetônica e os principais pontos da Lei Brasileira de Inclusão (LBI). A proposta é também provocar um olhar mais amplo sobre o que significa criar espaços realmente acessíveis — considerando desde o acolhimento até a linguagem adotada em ações culturais.
“A acessibilidade precisa estar presente nas atitudes e nas ações do dia a dia. Ao disseminar esse tema em diferentes áreas da sociedade, avançamos na construção de uma cidade mais inclusiva e com oportunidades para todos”, afirma Bruna Daniel, secretária da Seidep.
Os participantes receberão certificado ao final da capacitação. Mais do que formalizar a presença no curso, o documento simboliza o compromisso com uma cultura mais democrática e acessível.
A formação reforça o papel de Blumenau na construção de políticas públicas voltadas à inclusão, mostrando que a acessibilidade cultural se fortalece com diálogo, informação e preparo — e que todos os envolvidos nesse processo são fundamentais para fazer a diferença.

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