sábado, 27 novembro 2021
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Identificados quase 7 mil focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios de SC

Foto: James Tavares | SECOM/SC

 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulga o boletim n° 06/2018 sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica de dengue, febre dechikungunya e zika vírus, com dados até a Semana Epidemiológica (SE) n°13 (31 de dezembro de 2017 a 31 de marçode 2018).

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram identificados 6.929 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios. Nesse mesmo período em 2017, haviam sido identificados 4.208 focos em 116 municípios. O número de focos de 2018 é 64,7% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2017.

Em relação à situação entomológica, já são 67 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 55 municípios nessa condição.

Municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti

Águas de Chapecó Coronel Martins Maravilha Quilombo
Águas Frias Cunha Porã Modelo Saltinho
Anchieta Descanso Mondaí São Bernardino
Balneário Camboriú Dionísio Cerqueira Navegantes São Carlos
Bandeirante Formosa do Sul Nova Erechim São Domingos
Belmonte Florianópolis Nova Itaberaba São José
Bom Jesus Galvão Novo Horizonte São José do Cedro
Bom Jesus do Oeste Guaraciaba Palma Sola São Lourenço do Oeste
Brusque Guarujá do Sul Palmitos São Miguel do Oeste
Caibi Iporã do Oeste Paraíso Saudades
Camboriú Ipuaçu Passo de Torres Seara
Campo Erê Iraceminha Penha Serra Alta
Catanduvas Itajaí Pinhalzinho Sul Brasil
Caxambu do Sul Itapema Planalto Alegre União do Oeste
Chapecó Itapiranga Porto Belo Xanxerê
Cordilheira Alta Joinville Porto União Xaxim
Coronel Freitas Jupiá Princesa

 

Dengue

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram notificados 615 casos de dengue em SantaCatarina. Desses, 5 (1%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 17 (2%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 490 (80%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 103 (17%) estão sob investigação pelos municípios.

Do total de casos confirmados até o momento, 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Itapema, e 3 são importados (transmissão fora do estado), residentes nos municípios de Biguaçu, Porto União e São José, apresentando, respectivamente, os estados do Mato Grosso do Sul, da Bahia e da Paraíba como Local Provável de Infecção. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação dos 2 casos autóctones.

 

Febre de chikungunya

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31de março de 2018, foram notificados 129 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 5 (4%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 84 (65%) foram descartados, 40 (31%) permanecem como suspeitos, sendo investigados pelos municípios.

Do total de 5 casos confirmados até o momento, 3 são importados (transmissão fora do estado) e 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Cunha Porã. O caso autóctone divulgado por São Miguel do Oeste permanece em investigação, aguardando o resultado do exame encaminhado ao laboratório de referência do estado.

Casos confirmados de febre de chikungunya segundo classificação, município de residência e local provável de infecção (LPI)

Municípios de residência/ SC Nº de casos em investigação de LPI Nº de casos indeterminados Nº de casos importados Nº de casos autóctones Local Provável de Infecção (LPI)
Cunha Porã

0

0

1

2

1 Mato Grosso,

2 Cunha Porã/SC

Itajaí

0

0

1

0

1 Rio de janeiro
Tubarão

0

0

1

0

1Mato Grosso
Total

0

0

3

2

5

 

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, foram notificados 35 casos de zika vírus em Santa Catarina, 27 (77%) foram descartados, 7 (20%) permanecem como suspeitose 1 (3%) como inconclusivo.

Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 39 casos, observa-se uma redução de 10% na notificação em 2018 (35 casos).

Por Patrícia Pozzo, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica

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