O Hospital Santa Isabel (HSI), em Blumenau, passou a oferecer pelo SUS um tratamento moderno e menos invasivo para pacientes com problemas no fígado. A técnica, chamada ablação por radiofrequência, é usada para eliminar pequenos nódulos ou lesões hepáticas e agora está disponível também para quem depende exclusivamente da rede pública de saúde.
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A novidade beneficia principalmente pacientes que já fizeram ou estão se preparando para um transplante de fígado. Essas pessoas costumam ter alterações hepáticas associadas a outras doenças e precisam de cuidados frequentes e especializados. Antes, o tratamento era oferecido apenas para quem tinha plano de saúde ou condições de pagar pelo atendimento particular. Agora, graças a um acordo entre o hospital e o Governo do Estado, o acesso foi ampliado para o SUS.
A ablação por radiofrequência funciona de forma bastante simples, apesar da tecnologia envolvida. O procedimento é feito no centro cirúrgico do hospital, com a ajuda de equipamentos modernos de imagem — como tomografia ou ultrassom — que permitem localizar com precisão o ponto do fígado que precisa ser tratado. Uma agulha fina é introduzida no local e, por meio dela, é aplicada uma corrente de calor que queima apenas a área doente, preservando o restante do órgão.
Por ser minimamente invasivo, ou seja, sem grandes cortes ou retirada de partes do fígado, o tratamento oferece várias vantagens: causa menos dor, tem poucos efeitos no pós-operatório, e o paciente pode voltar para casa em pouco tempo. Em muitos casos, o procedimento todo leva apenas alguns minutos, dependendo do número de lesões a serem tratadas.
Segundo o cirurgião Dr. Andrew Massutti, essa nova possibilidade representa um ganho importante para os pacientes do SUS. “Esse tratamento era exclusivo da rede privada. Com essa habilitação, conseguimos oferecer a técnica também para pacientes do sistema público, dentro do programa de transplante hepático. Isso evita que essas pessoas precisem ser encaminhadas para outros estados”, afirma.
Já o também cirurgião Dr. Guilherme Beduschi destaca que, além de ser seguro e eficaz, o grande benefício da técnica está na recuperação rápida. “Como não há cortes grandes, o paciente sente menos dor, tem poucos sintomas depois da operação e pode voltar à rotina mais rapidamente”, explica.
Para a CEO da Rede Santa Catarina, Alline Cezarani, a incorporação do novo procedimento mostra o compromisso do Hospital Santa Isabel com o acesso à saúde de qualidade. Ela ressalta que a unidade é referência regional em transplantes e tratamentos de alta complexidade, e que essa conquista amplia o cuidado com quem mais precisa.
Com esse avanço, o Hospital Santa Isabel fortalece seu papel em trazer soluções modernas e acessíveis à população. Pacientes da região que dependem do SUS agora contam com mais uma alternativa segura e eficaz para tratar doenças no fígado — sem precisar sair da cidade ou esperar por vagas em outras unidades do país.
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