Por trás de uma marca redonda, há 2 mil histórias. Pacientes que chegaram ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau, diante da necessidade de um transplante de fígado e encontraram no procedimento uma nova possibilidade de vida. Agora, a instituição catarinense acaba de alcançar o transplante hepático de número 2 mil.
O resultado coroa uma trajetória iniciada há mais de duas décadas. Foi no Santa Isabel, em 2002, que ocorreu o primeiro transplante de fígado de Santa Catarina. De lá para cá, o serviço cresceu, acumulou experiência e colocou Blumenau no mapa nacional desse tipo de procedimento.
Os números mostram o tamanho dessa caminhada. A instituição chegou aos mil transplantes em 2016. Cinco anos depois, em 2021, alcançou 1,5 mil. Agora são 2 mil.
Em 2025, o hospital realizou 102 transplantes hepáticos e terminou o ano como a terceira unidade do Brasil em número de procedimentos. Entre os três primeiros colocados, o Santa Isabel foi o único hospital localizado fora de uma capital.
A marca também chega em um período simbólico. Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e os transplantes, uma mobilização que chama atenção para uma decisão tomada, muitas vezes, em meio ao momento mais difícil de uma família.
“Chegar aos 2 mil transplantes de fígado é um marco muito importante para toda a equipe, mas principalmente para os pacientes e suas famílias. Por trás desse número existem 2 mil histórias e oportunidades de recomeço”, destaca a Dra. Maíra Silva de Godoy, responsável técnica pela Equipe de Transplante Hepático do Hospital Santa Isabel.
Ela também chama atenção para quem está do outro lado dessa história. “Também é importante reconhecer o gesto das famílias doadoras, que, em um momento de dor, possibilitam que mais alguém tenha a chance de continuar vivendo”, afirma.
O transplante de fígado está entre os procedimentos de alta complexidade e depende de uma atuação integrada. Equipes médicas e multiprofissionais participam do atendimento antes, durante e depois da cirurgia.
No Santa Isabel, esse cuidado não termina quando o paciente deixa o centro cirúrgico. O acompanhamento segue de forma especializada no Ambulatório de Transplantes da instituição.
Mais de 20 anos depois do primeiro transplante hepático realizado em Santa Catarina, o hospital chega aos 2 mil procedimentos. Um número construído por equipes, pacientes e, sobretudo, por famílias que, mesmo diante da perda, disseram sim à possibilidade de outra vida continuar.





