A agenda de Luciano Hang no Paraguai terminou com uma reunião no Palácio Presidencial, em Assunção. O empresário foi recebido nesta quinta-feira (2/07/26) pelo presidente Santiago Peña. Também participaram do encontro o chefe de Gabinete da Presidência, Javier Giménez, e o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme.
Durante a reunião, os participantes conversaram sobre desenvolvimento econômico, ambiente de negócios e as oportunidades que o Paraguai tem criado para atrair investimentos e incentivar o empreendedorismo.
“Tive a honra de encontrar o presidente Santiago Peña, que nos recebeu muito bem. Fiquei encantado com o carinho das pessoas e com tudo o que vi no Paraguai. O país vive um momento de transformação, com liberdade econômica, contas públicas equilibradas e um ambiente que estimula quem deseja empreender e investir”, afirma Luciano Hang.
O encontro marcou o encerramento da visita do empresário ao país. Nos últimos dias, Hang conheceu empresas, estruturas industriais e iniciativas apontadas como impulsionadoras do crescimento econômico paraguaio.

Segundo o empresário, aspectos da cultura local também ajudam a fortalecer o ambiente de estabilidade. Para ele, a valorização da família, do trabalho e da responsabilidade contribui para gerar confiança entre quem vive e investe no país.
O catarinense retornou ao Brasil dizendo estar entusiasmado com o potencial observado durante a viagem. Ao comentar a experiência, afirmou que a visita pode abrir caminho para novos projetos no país vizinho. “Volto para o Brasil muito impressionado com tudo o que conheci. Quem sabe estejamos plantando uma semente para, no futuro, trazer uma loja Havan para o Paraguai”, comenta Luciano Hang.
Principais medidas econômicas adotadas no últimos anos
O governo paraguaio tem adotado um conjunto abrangente de medidas para estimular o desenvolvimento econômico, com destaque para um ambicioso pacote de reformas legislativas e planos estratégicos de longo prazo. O plano “Impulsando el Crecimiento de Paraguay”, lançado em 2025, visa duplicar o tamanho da economia em uma década, com metas de crescimento anual do PIB entre 7% e 10% e a criação de 500 mil novos empregos .
Para isso, o governo está modernizando marcos legais chave, como a reforma da Lei de Incentivos Fiscais (Lei 60/90) e da Lei de Indústrias Maquiladoras (Lei 1064/97), para atrair investimentos e impulsionar as exportações . Além disso, busca diversificar a matriz energética com fontes renováveis não hidráulicas e promover a industrialização por meio de leis específicas para o setor de tecnologia.
O apoio às micro, pequenas e médias empresas (Mipymes) também é central, com a criação de novas leis para sua formalização e acesso a crédito , enquanto a infraestrutura e a abertura de novos mercados internacionais complementam a estratégia para melhorar a competitividade do país.
E o Brasil?
Diante da comparação entre as duas nações, o Brasil apresenta como principal ponto forte a escala e a diversidade de seu mercado interno e de sua base produtiva. Essa estrutura permite mobilizar investimentos públicos de grande porte, como os R$ 1,7 trilhão do programa Novo PAC e os R$ 750 bilhões da Nova Indústria Brasil, para fomentar setores de alta tecnologia, energia limpa e infraestrutura.
Em comparação, o Paraguai tem uma economia menor e mais dependente de incentivos setoriais, o que limita sua capacidade de investir na mesma proporção. Como ponto fraco, porém, o Brasil enfrenta um gargalo fiscal crônico e uma elevada complexidade burocrática e tributária, fatores que reduzem a competitividade e dificultam a execução dos projetos.
Já o Paraguai se destaca por uma legislação mais enxuta e por reformas voltadas à criação de um ambiente de negócios mais simples e atrativo para o capital estrangeiro. O contraste mostra que o Brasil reúne um potencial econômico muito maior, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar seus planos de grande escala em resultados práticos e rápidos para a população.
PIB e crescimento econômico
Entre 2016 e 2026, o Paraguai apresentou um crescimento econômico mais acelerado que o Brasil, quase dobrando seu PIB nominal, de cerca de US$ 36 bilhões para uma projeção de US$ 60,5 bilhões. Já o Brasil deve passar de US$ 1,79 trilhão para aproximadamente US$ 2,38 trilhões no mesmo período, mas com uma trajetória marcada por recessão, pandemia e crescimento mais lento. Apesar do maior dinamismo paraguaio, a economia brasileira continua cerca de 40 vezes maior.
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