Gaspar vai sediar pela primeira vez um festival dedicado ao esporte paralímpico

Evento nacional será realizado em 19 de setembro e deve reunir cerca de 200 crianças, com e sem deficiência, para experimentar três modalidades.

Foto: Prefeitura de Gaspar

Uma criança poderá chegar sem nunca ter jogado bocha paralímpica. Outra talvez conheça o atletismo, mas nunca tenha participado de uma atividade pensada sob a perspectiva do paradesporto. No dia 19 de setembro (2026), essas experiências vão dividir o mesmo espaço em Gaspar.

Pela primeira vez, o município será uma das sedes do Festival Paralímpico Loterias Caixa, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A programação começa às 9h, na Associação Desportiva Classista Seara (ADCS), e será aberta a toda a comunidade.

A expectativa é receber cerca de 200 crianças, com e sem deficiência. Em vez de arquibancada e torcida acompanhando uma disputa, a proposta é colocar todo mundo para experimentar.

Em Gaspar, serão três modalidades: bocha paralímpica, atletismo e futebol de 5.

O ponto central é que não se trata de uma competição. Ninguém precisa chegar pensando em resultado, classificação ou medalha. A ideia é vivenciar as modalidades e aproximar pessoas que talvez nunca tenham tido contato com o esporte paralímpico.

O festival acontece simultaneamente em mais de 140 municípios brasileiros. Gaspar entra pela primeira vez nesse circuito nacional, por meio da parceria entre o CPB e o Centro de Referência Paralímpico do município, vinculado à Fundação Municipal de Esporte e Lazer (FMEL).

Para o diretor-presidente da FMEL, Haroldo Roberto Medeiros, receber a programação pela primeira vez tem um peso especial. “Receber esse festival em Gaspar é motivo de muito orgulho. É a primeira vez que sediamos um evento desse porte voltado ao paradesporto, e o convite é para toda a comunidade participar”, destaca.

Além de colocar Gaspar no calendário do festival, a realização também se conecta ao trabalho de incentivo ao paradesporto já desenvolvido no município pelo Centro de Referência Paralímpico.

No dia 19, esse trabalho ganha uma forma bem concreta: crianças com e sem deficiência ocupando o mesmo espaço, conhecendo modalidades e vivendo o esporte lado a lado. Para Gaspar, a estreia no festival começa assim, com participação antes de qualquer placar.


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