Gás natural em SC: Petrobras reduz preço da molécula, mas tarifa final depende de outros fatores

SCGÁS considera variações no dólar e no petróleo, mas parcela antiga e custos de transporte seguem no cálculo.

Foto: SCGás

A SCGÁS anunciou nesta quinta-feira (31/07/25) que o preço da molécula de gás natural foi reduzido para o trimestre de agosto a outubro, com base nas regras contratuais entre a Petrobras e as distribuidoras.

A queda acompanha a variação de dois indicadores econômicos: o preço do barril de petróleo tipo Brent, que recuou 11% (de US$ 74,9 para US$ 66,7), e o dólar, que teve queda de 3,2% (de R$ 5,85 para R$ 5,66), ambos com base nas médias de abril, maio e junho de 2025.

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Na prática, essa redução já foi incorporada pela SCGÁS no reajuste semestral feito em julho, o que resultou em uma queda média de 7,15% nas tarifas aplicadas aos diferentes segmentos de consumidores. No entanto, o valor total pago pelo consumidor não depende apenas da molécula de gás. Cerca de 16% a 17% da tarifa corresponde ao custo de transporte, além de encargos e tributos que não sofreram alterações nesse período.

Outro fator que mantém parte da tarifa estável é a Parcela de Gás Diferida (PGD), criada para compensar a diferença entre o valor cobrado dos consumidores e o custo real do gás entre janeiro e abril de 2022 — período de forte alta nos preços internacionais. Essa parcela permanece fixa e vem sendo quitada de forma gradativa.

A SCGÁS lembra que os reajustes são regulados pela ARESC (Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Santa Catarina) e ocorrem duas vezes ao ano, em janeiro e julho. As variações no mercado internacional são repassadas conforme os contratos, dentro dos prazos estipulados. As projeções mensais de custos do gás e transporte estão disponíveis no site da companhia.


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