Um esquema de bronzeamento artificial operado de forma clandestina em residências comuns foi alvo de uma operação do Ministério Público nesta quinta-feira (29/01/26), em Indaial, no Médio Vale do Itajaí. Casas foram transformadas em clínicas improvisadas para oferecer sessões com câmaras de radiação ultravioleta (UV), cujo uso é proibido no Brasil desde 2009 por representar riscos graves à saúde.
A ação, batizada de “Operação Contraluz”, foi deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) em conjunto com a 2ª Promotoria de Justiça da cidade. A investigação identificou que os atendimentos eram feitos de forma discreta, com agendamentos em horários alternativos, inclusive à noite, e com divulgação ativa nas redes sociais.

Para evitar a fiscalização, os envolvidos montaram estruturas discretas em imóveis residenciais, escondendo a atividade por trás de fachadas comuns. Cortinas nas portas de vidro, horários fora do expediente padrão e atendimentos agendados individualmente ajudavam a manter a operação longe dos olhos das autoridades — o que inspirou o nome da operação.

Com mandados expedidos pela Vara Regional de Garantias de Blumenau, o GAECO cumpriu três ordens de busca e apreensão. Durante a ação, foram recolhidos:
- Equipamentos de bronzeamento por radiação UV;
- Registros de atendimentos e listas de clientes;
- Produtos estéticos variados;
- Valores em dinheiro.
Divulgação nas redes expunha equipamentos proibidos
Embora os atendimentos ocorressem de forma oculta, a promoção dos serviços era pública. A investigação comprovou que os responsáveis utilizavam redes sociais para atrair clientes, com fotos de “antes e depois” dos procedimentos e imagens dos próprios aparelhos, cuja comercialização e uso são proibidos pela Anvisa (Resolução RDC nº 56/2009).
Riscos à saúde e próximos passos da investigação
O uso desse tipo de equipamento é vetado no Brasil por causar danos como queimaduras, envelhecimento precoce da pele e aumento do risco de câncer. Todo o material apreendido será periciado pela Polícia Científica de Santa Catarina.
O GAECO — que reúne integrantes das polícias Civil, Militar, Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros — segue analisando as provas para identificar se há uma organização maior por trás do esquema. O processo está sob sigilo. A operação contou ainda com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Indaial.
▶️🛜Siga nossas redes sociais: Youtube | Instagram | X (antigo Twitter) | Facebook | Threads | Bluesky




