Quem passou pela Praça Victor Konder, no Centro de Blumenau, na manhã quente deste domingo (01/02/26) encontrou um cenário diferente do habitual. Um grupo representativo de pessoas trocou o descanso pelo compromisso de dar voz ao ato “Justiça por Orelha”.
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O movimento, realizado em frente à sede da Prefeitura, não foi um evento isolado: a cidade se uniu a uma mobilização nacional que promoveu manifestações simultâneas em diversas regiões do Brasil. O objetivo é pressionar as autoridades policiais e o Judiciário a esclarecer como ocorreram as agressões que resultaram na morte do animal.
O clima foi pacífico, mas marcado por cobranças. Com apoio fundamental do Instituto Bem Animal — que contribuiu na produção das faixas e na organização — o ato contou com a participação de protetores independentes e representantes do Legislativo local. O vereador Bruno Cunha, ativista da causa animal, marcou presença.
Entre as mensagens mais visíveis estavam: “Blumenau não aceita crueldade!”, “Queremos justiça pelo cão Orelha!”, “Chega de violência animal” e “Redução da maioridade penal já”. Também houve apelos mais diretos, como: “Justiça já! Não aceitamos descaso. Queremos respostas”, “Crueldade não pode ser normalizada” e “Ninguém solta a Orelha de ninguém”.
Algumas faixas reforçavam o apelo coletivo com imagens do animal e frases como “Orelha vive!” e “Justiça pelos que não têm voz”, evidenciando a comoção provocada pelo caso e o pedido unificado por responsabilização dos envolvidos.
O episódio ocorreu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. O cão, que era muito conhecido e querido pela comunidade local, foi encontrado com diversos ferimentos causados por agressões. Apesar de ter sido encaminhado para atendimento veterinário, infelizmente ele não resistiu.
Quatro adolescentes estão sendo investigados por envolvimento no caso, mas, até o momento, não há provas materiais que confirmem a autoria. A informação foi dada por uma delegada da Polícia Civil em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibido na noite de domingo. A indignação logo ganhou destaque nas manchetes e redes sociais de todo o país.
















