A Polícia Civil foi informada sobre a possível produção irregular de alimentos em um imóvel no bairro Guaricanas, em Ascurra (SC). Uma equipe da Delegacia da Comarca local, com apoio da Vigilância Sanitária do município, se deslocaram até o endereço na tarde desta sexta-feira (24/04/26)para verificar a situação.
No local, conforme a Polícia Civil, foi confirmada a existência de uma estrutura clandestina voltada à produção de palmito, funcionando em desacordo com normas sanitárias. Durante a vistoria, os agentes encontraram grande quantidade de palmito in natura, parte dele parcialmente picado, além de um volume significativo já armazenado em vidros de conserva prontos para comercialização, mas sem rótulo ou identificação.
Também havia vidros vazios, panela industrial, botijões de gás e várias caixas para transporte, sem documentação sobre origem ou destino dos produtos. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o ambiente apresentava condições consideradas inadequadas.
Foram observadas baratas circulando pelas paredes, além de insetos mortos e baratas mortas entre as caixas. O espaço tinha acúmulo de sujeira, poeira, forte mau odor e água suja parada. Não havia local apropriado para higienização dos alimentos ou dos manipuladores, e restos de palmito e lixo estavam espalhados pelo chão.
Diante do cenário, a Polícia Civil informou que o responsável pelo local, um homem de 55 anos, recebeu voz de prisão em flagrante com base no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90, que trata de crimes contra as relações de consumo.
Todo o material irregular foi apreendido pela Vigilância Sanitária. Após os procedimentos legais, ele foi conduzido à unidade policial e encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou que situações como a encontrada representam risco à saúde pública, especialmente pela ausência de controle sanitário na produção de alimentos. A corporação reforçou a importância de denúncias por parte da população em casos que possam comprometer a segurança alimentar. Os fatos relatados ainda passarão por avaliação judicial e podem ter novos desdobramentos.










