Santa Catarina confirmou um foco de gripe aviária (Influenza Aviária H5N1 de Alta Patogenicidade) em uma criação doméstica no município de Meleiro, no Sul do estado. A detecção foi feita após análise de amostras colhidas no local e enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP), referência internacional no diagnóstico da doença. O caso foi registrado em aves de subsistência, ou seja, criadas apenas para consumo próprio, e não envolve granjas comerciais.
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Assim que o resultado foi confirmado, na manhã desta quinta-feira (10/07/25), médicos-veterinários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) estiveram na propriedade e aplicaram todas as medidas sanitárias previstas nos protocolos internacionais. Os procedimentos incluem a eliminação das aves infectadas, desinfecção da área e controle da movimentação de animais e pessoas, para evitar qualquer risco de propagação do vírus.
Além disso, a Cidasc iniciou uma força-tarefa para vistoriar granjas comerciais num raio de 10 quilômetros da propriedade onde o vírus foi encontrado. As visitas servem para verificar se há outras aves com sinais clínicos da doença, como dificuldades respiratórias, torcicolo, andar cambaleante ou morte súbita. As vistorias também vão se estender a outras propriedades com criação de fundo de quintal, em parceria com o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).
Mesmo com a confirmação do caso, Santa Catarina continua sem registro da gripe aviária na produção comercial de frangos e ovos, que segue sob vigilância e controle rigorosos. Isso significa que o status sanitário do estado, reconhecido internacionalmente, não foi comprometido. De acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), focos em aves domésticas de subsistência não afetam a segurança do sistema produtivo comercial.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, reforça que os produtores devem manter medidas básicas de biossegurança nos aviários: não permitir a entrada de pessoas sem necessidade, manter as telas de proteção íntegras para impedir o acesso de aves silvestres e evitar o acúmulo de ração no chão, que pode atrair outros animais. “Se houver mortalidade alta ou aves com sintomas respiratórios ou neurológicos, é preciso acionar a Cidasc imediatamente”, orienta.
A notificação pode ser feita presencialmente nos escritórios da Cidasc, pelo telefone 0800 643 9300 ou pelo sistema e-Sisbravet, disponível clicando aqui. O atendimento é gratuito, e a agilidade no contato com os órgãos oficiais é fundamental para impedir que a doença avance.
Por fim, a Secretaria de Agricultura do Estado reforça que não há risco para o consumidor. O consumo de carne de frango e ovos segue totalmente seguro. Santa Catarina continua comprometida com a proteção da avicultura, que é uma das principais forças econômicas do estado e referência no Brasil e no exterior pela sua qualidade e sanidade.
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