domingo, 24 outubro 2021
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Fiesc lança campanha para reduzir o número de acidentes envolvendo motos

Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL
Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-SC), somente no último ano foram registrados 3.187 acidentes envolvendo motos nas rodovias que cortam o estado, dos quais resultaram 94 mortes e 3.649 feridos. De olho nesta estatística, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em conjunto com diversas entidades e órgãos públicos, lançou neste sábado (29), no município de São José, a campanha Moto Pela Vida. A mobilização, de abrangência estadual, propõe uma série de iniciativas para tornar as vias catarinenses mais seguras para a população.

Entre as ações visadas, estão a promoção da educação para o trânsito nos currículos das escolas do Sesi e Senai, a verificação dos trechos mais críticos nas rodovias, melhorias na sinalização, a intensificação da fiscalização com relação ao uso dos equipamentos de segurança e a regulamentação da profissão de motociclista.

Outra ideia é promover a implantação de corredores exclusivos para este tipo de veículo, especialmente na Via Expressa (BR-282 Grande Florianópolis). “São medidas que consideramos que podem resultar em uma redução substancial do número de acidentes em Santa Catarina. Por isto está mobilização, para conscientizar os órgãos públicos, as autoridades municipais e a própria sociedade”, destacou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
Ainda segundo Côrte, o foco inicial da campanha será o trecho da BR-101 que abrange Biguaçu, São José, Palhoça e Florianópolis, considerado um dos mais perigosos do país.

Exemplo de superação

Aberto à comunidade, o evento de abertura da campanha, no Senai de São José, contou com diversas ações e serviços voltados aos motociclistas, tais como sorteio de checkups de itens de segurança, minicursos de manutenção na Unidade Móvel de Motocicletas do Senai, limpeza de capacetes e apresentações de vídeos de conscientização e orientações com policiais rodoviários federais.

Um dos maiores destaques da programação, entretanto, foi a palestra realizada pela atleta paralímpica Josiane Lima, que tem entre suas principais conquistas, na modalidade do remo, a medalha de ouro no mundial da Alemanha (2007); de bronze nas Paraolimpíadas da China (2008) e de prata no mundial da Polônia (2009).

Natural de Florianópolis, em 2004 Josiane estava pilotando uma moto quando colidiu com um caminhão e sofreu graves ferimentos na perna esquerda, que foi operada sete vezes. Em meio ao relato sobre o acidente sofrido e as atitudes tomadas para retomar a vida, Josiane pediu providências dos gestores públicos para tonar as estradas catarinenses mais seguras. “Quem utiliza moto em seu dia a dia sabe o quanto o trânsito é perigoso e risco que corre. Por isso, precisamos que essa campanha seja abrangente e que seja adotada por todos, principalmente pelo poder público, que deve atuar fortemente para tornar as nossas cidades mais seguras para todos.”

Jovens engajados

Já os estudantes de 9 a 15 anos do Sesi e do Senai, estão utilizando a robótica para criar soluções que reduzam o número de acidentes e ofereçam mais qualidade de vida aos acidentados. Eles estão participando da Hackathon Movimento Moto pela Vida, competição em que equipes de Criciúma e Joinville, com o uso de peças Lego, estão construindo protótipos inovadores.

Em Joinville, as equipes criaram uma prótese articulada para perna a custo mais baixo, cadeira de rodas para locomoção em terrenos difíceis e também uma espécie de caixa preta que registra as atividades do motociclista enquanto ele ainda utiliza a carteira nacional de habilitação provisória. Em Criciúma, os estudantes trabalham em dois projetos de prevenção de acidentes: um sensor de aproximação de veículos e um ampliador de visão do motociclista. Os projetos dos estudantes serão apresentados no dia 29, quando a comissão julgadora conhecerá os trabalhos e definirá o vencedor.

Também participam da campanha Moto pela Vida a empresa Arteris, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), PRF-SC e o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina (Senge-SC).

Por Alexandre Back, da AGÊNCIA AL

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