No Auditório Heinz Geyer e na praça em frente ao Teatro Carlos Gomes, sons e movimentos de oito etnias diferentes vão tomar conta do centro de Blumenau por quatro dias. É o 16º Festival Nacional de Danças Folclóricas, o Festfolk, que acontece entre 30 de abril e 3 de maio com entrada gratuita e grupos vindos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.
Ao todo, 11 grupos confirmaram presença — cada um carregando uma herança cultural distinta, seja nos figurinos, nas músicas ou nos passos que atravessaram gerações. Para a presidente do Instituto de Artes Integradas de Blumenau (Inart), Maria Teresinha Heimann, a expectativa é que a cidade apareça. “Estamos na expectativa de que o público da cidade prestigie esse festival totalmente gratuito”, disse ela, que admite que a organização enfrentou dificuldades para captar recursos.
O secretário municipal de Cultura, Sylvio Zimmermann, vê no Festfolk mais do que entretenimento. “O festival enriquece a cena cultural de Blumenau com a diversidade das danças e vive com intensidade a identidade cultural brasileira”, observou.
No sábado, 2 de maio, às 10h, o evento amplia o debate além dos palcos: uma roda de conversa com especialistas e pesquisadores vai discutir a influência afro-brasileira no folclore. “Convidamos professores e público interessado no assunto para discutir esse tema bastante importante e atual para o país“, destacou Maria Teresinha.
O festival é viabilizado por recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A programação completa e a lista de grupos participantes estão disponíveis no site do festival. Em Blumenau, a dança volta ao centro da cena — e de graça.










