Quem passa por trilhas ou áreas verdes de Blumenau talvez nem perceba, mas a cidade é frequentada por uma série de visitantes discretos. Desde outubro de 2025, um trabalho da Prefeitura, conduzido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), vem revelando quem são esses vizinhos da fauna silvestre.

Com o uso de câmeras instaladas em fragmentos de mata e pontos de transição entre floresta e área urbana, o município já contabiliza 776 registros de animais em dez locais estratégicos de monitoramento espalhados pela cidade.
O levantamento mostra que a presença de animais nesses espaços não é rara. Ao contrário. Foram identificadas 18 espécies diferentes, com predominância de mamíferos, responsáveis por 77% das ocorrências. As aves aparecem com 20% dos registros, enquanto os répteis representam 3%.
Entre os animais flagrados pelas câmeras estão cutia, capivara, gambá, quati, saracura, aracuã, pariri, inhambú-chintã, rolinha, cachorro-do-mato, tatu-galinha, mão-pelada, esquilo-caxinguelê, lagarto-teiú, sabiá-laranjeira, sabiá-branco e inhambú-chororó, além de um roedor que ainda não foi identificado.
Na prática, os dados reforçam algo que pesquisadores e ambientalistas já observam há algum tempo: as áreas verdes urbanas funcionam como verdadeiros corredores ecológicos, permitindo que diferentes espécies circulem e encontrem abrigo mesmo em regiões próximas da cidade.
Três etapas de monitoramento
Para registrar a presença dos animais, a equipe utilizou armadilhas fotográficas, equipamentos que capturam imagens automaticamente quando detectam movimento. O monitoramento foi realizado em três campanhas ao longo do período.
A primeira etapa aconteceu nos bairros Garcia e Vila Formosa. Na segunda fase, os equipamentos foram instalados nas regiões da Ponta Aguda e Victor Konder.
Já a terceira campanha acompanhou áreas localizadas nos bairros Bom Retiro, Progresso e Zendron.
Informação para orientar ações
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Robson Tomasoni, o levantamento vai além de registrar a presença dos animais. Ele também ajuda a orientar decisões sobre conservação ambiental no município.
Segundo o secretário, compreender como a fauna utiliza os espaços urbanos e as áreas de transição permite planejar medidas mais eficientes.
“Esse trabalho fornece informações essenciais para entendermos como os animais utilizam os espaços urbanos e de transição. Isso facilita nosso estudo que prevê ações de conservação e implantação de medidas mais eficazes para mitigar atropelamentos”, explica.
Ao mapear os caminhos e os locais frequentados pelos animais, o monitoramento também abre caminho para estratégias que reduzam conflitos entre fauna e trânsito, além de contribuir para a preservação das espécies que ainda encontram abrigo dentro da cidade.
Fonte: Prefeitura de Blumenau



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