terça-feira, 30 novembro 2021
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Estudantes de SC usam dobraduras de papel para controlar a entrada do sol em laboratório

Fotos: divulgação

Alunos e professores do Laboratório de Conforto Ambiental (Laca) do curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Florianópolis, desenvolveram uma solução criativa, bonita, barata, de fácil aplicação para um problema que eles enfrentavam.

Trata-se de quebra-sóis, conhecidos como brise-soleil, feitos a partir de dobraduras de papel. O sistema reduz a entrada dos raios solares deixando o ambiente com uma temperatura mais agradável.

 

 

Normalmente esse tipo de dispositivo arquitetônico, que é utilizado para impedir a incidência direta de radiação solar nos interiores de edifícios, integram as fachadas das edificações. Na solução desenvolvida por Rafael Prado Cartana, professor Dr. e coordenador do Laca/Univali, e aplicada pelo grupo de alunos do laboratório, folhas de papel A3 foram dobradas no formato de um cone quadrado, com lados iguais, como uma pipa vista de frente.

 

 

A peça é tridimensional com uma área vazia no meio e duas abas que se ligam no verso. É essa parte que vai presa por adesivo na área interna dos vidros dos ambientes. A dobradura é relativamente simples, basta seguir os seguintes passos:

 

 

Para chegar ao resultado no laboratório exigiu-se o trabalho de uma grande equipe. São usadas aproximadamente 25 dobraduras por metro, dependendo da disposição.

 

 

Como a área é voltada para o lado Oeste, nas tardes de verão o Sol bate diretamente na sala do laboratório. Assim, por meio de modelagens e simulações computacionais o grupo calculou qual o efeito da aplicação dos modelos na janela do espaço. Além disso, foram realizadas medições de transmissão luminosa em um protótipo, antes da instalação definitiva dos brises propostos garantindo, assim, o bom desempenho da solução, combinando métodos analógicos e digitais no processo de projeto.

 

 

Cartana conta que com a redução da entrada do Sol, diminuiu-se, também, a necessidade de uso do ar-condicionado, garantindo o apelo ecológico da iniciativa: “Os elementos de controle solar, quando corretamente aplicados, podem contribuir significativamente com o conforto e a eficiência energética dos ambientes. No teste realizado no laboratório, o benefício foi além do conforto visual. Como o material utilizado garante a permeabilidade solar com um sombreamento translucido, adequamos a iluminação e melhoramos o desempenho térmico da sala nos horários da tarde”, resume.

O processo de criação, montagem e o resultado do brise podem ser conferidos no vídeo abaixo:

 

 

Com informações de Wagner Mezoni, da Univali

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