
A fruticultura é uma das bases da economia de Santa Catarina. O estado responde por metade da produção nacional de maçãs e, para manter esse destaque, a Epagri investe em estudos que ampliam a qualidade e a profissionalização do setor.
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Na Estação Experimental de Lages, o engenheiro-agrônomo Murilo Dalla Costa coordena uma pesquisa dedicada à produção de mudas livres de vírus. Sempre que alguma variedade apresenta problemas, o material é enviado ao Laboratório de Biotecnologia. Ali, matrizes de macieira, videira e citros — como laranja, bergamota e limão — são cultivadas sob luz e temperatura controladas.
O processo envolve cultivo in vitro e um procedimento chamado limpeza clonal, capaz de eliminar o vírus da planta. Após os testes confirmarem que não há mais contaminação, as mudas passam a ser registradas como matrizes e fornecedoras de material saudável para viveiristas, que produzem plantas de alta qualidade para os fruticultores.

De acordo com Dalla Costa, essa é a única forma de recuperar uma planta infectada. Ele reforça que mudas sadias garantem maior produtividade, maturação homogênea e vida útil prolongada. “Você pode até pagar mais caro, mas terá plantas que não apresentam nenhum tipo de doença”, orienta.
O pesquisador ressalta que o trabalho em Lages apoia outras unidades da Epagri. “Quando surge um problema no sistema de produção, buscamos soluções e desenvolvemos material de qualidade para beneficiar o produtor, que é o nosso objetivo maior”, conclui.
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