Ainda não existem casas prontas e nem moradores caminhando pelas ruas. Mas basta olhar o cenário que começa a surgir no Seehaus Home Resort, em Gaspar (SC), para entender o tipo de rotina que o projeto tenta desenhar ali.
A ideia passa menos por prédios e mais por sensação. Caminhar perto da água no fim da tarde. Abrir a janela e ver o lago. Pedalar em ruas arborizadas e silenciosas. Passar o dia em áreas de lazer sem sair de casa.
A Idealiza Cidades concluiu as obras de infraestrutura do empreendimento, etapa que recebeu mais de R$ 90 milhões em investimentos em engenharia e soluções construtivas. O condomínio ocupa uma área de 350 mil m² no Vale do Itajaí.
O projeto foi planejado para integrar moradia, lazer e natureza. São mais de 9 mil m² de mata nativa preservada e 27 mil m² de lagos integrados ao condomínio, criando uma paisagem que acompanha praticamente toda a área do empreendimento.

Um dos diferenciais está nas futuras casas beira-lago. Segundo a Idealiza, o Seehaus será o único empreendimento da região com essa característica, permitindo a construção de deques privativos conectados diretamente à água.
As ruas também seguem uma lógica diferente dos condomínios mais tradicionais. O desenho viário terá arborização dupla de espécies nativas e traçado pensado para reduzir a velocidade dos veículos e incentivar caminhadas e convivência ao ar livre.
O conceito de “home resort” aparece nas áreas comuns. O projeto prevê clube social, Pool Bar com restaurante e chef de cozinha, academia envidraçada com vista para o lago, piscina de raia semiolímpica voltada para as montanhas, spa, brinquedoteca e serviços de apoio cotidiano, como lavagem de carros no local.
A arquitetura leva assinatura do alemão Jürgen Mayer H., fundador do escritório J.MAYER.H, em Berlim, e autor do Metropol Parasol, em Sevilha, na Espanha. O arquiteto desenvolveu para o Seehaus estruturas de linhas orgânicas e formas fluidas, inspiradas também na herança cultural alemã presente na região.
Fundada em 2005, em Pelotas (RS), a Idealiza Cidades atua em seis estados brasileiros e soma mais de 4,5 milhões de m² de áreas urbanizadas no país.
Por enquanto, o espaço ainda é ocupado por obras, máquinas e terrenos em transformação. Mas o projeto já deixa claro qual imagem quer provocar: a de uma vida mais desacelerada, cercada de água, verde e silêncio.






