Quem chega hoje a Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, encontra uma cidade ainda tentando entender a dimensão do que aconteceu nos últimos dias. Foi nesse cenário que os técnicos da Prefeitura de Blumenau iniciaram o trabalho de avaliação geológica e estrutural nas áreas atingidas pelo evento climático da última semana.
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A tragédia deixou 65 pessoas mortas e mais de 8,5 mil desalojadas, além de provocar deslizamentos em diferentes pontos do município. A missão da equipe catarinense é justamente ajudar a identificar os riscos e orientar decisões sobre essas áreas.
Os três profissionais enviados por Blumenau permanecem na cidade mineira até sexta-feira, dia 6, e a expectativa é de que seis áreas afetadas sejam diagnosticadas até o fim da semana.
Logo nas primeiras inspeções, o que se viu foi um cenário que lembra episódios marcantes da história recente de Blumenau.
“Encontramos um cenário devastado aqui em Juiz de Fora, muito parecido com o que vivemos no ano de 2008, principalmente por conta dos deslizamentos”, relata Gérson Lange Filho, diretor de geologia da Defesa Civil de Blumenau.
As vistorias têm levado os técnicos a diferentes regiões da cidade. O trabalho passa por bairros de perfis variados, desde áreas de classe alta até locais marcados por maior vulnerabilidade social.
Segundo Lange, os impactos aparecem em vários tipos de estruturas. Encostas comprometidas, vias públicas afetadas e edificações atingidas pelos deslizamentos fazem parte do cenário analisado pela equipe. “Além dos danos em morros e vias públicas, inúmeras edificações foram atingidas pelos deslizamentos, que acabaram provocando vários soterramentos”, explica.
A presença de Blumenau nesse tipo de operação tem relação direta com a experiência acumulada pela cidade em desastres naturais e avaliações geológicas. Por isso, o município já foi acionado em outras situações semelhantes no país, como ocorreu em Petrópolis (RJ), em 2022.
Para atuar em Juiz de Fora, Blumenau enviou um geógrafo e uma geóloga da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, além de um engenheiro civil da Secretaria de Planejamento Urbano (Seplan).
Enquanto o trabalho técnico avança nas áreas afetadas, a mobilização solidária também segue em paralelo. A própria Prefeitura de Juiz de Fora organiza uma campanha para arrecadar recursos destinados às famílias atingidas.
As contribuições podem ser feitas por meio de Pix, pela chave contribua@pjf.mg.gov.br
, permitindo doações de qualquer valor diretamente ao município mineiro.




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