quarta-feira, 27 outubro 2021
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Empresa Glória propõe parcelamento do salário, mas Sindetranscol não aceita

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Cobertura: Luciano Bernz

O transporte coletivo de Blumenau sofre uma nova paralisação dos motoristas e cobradores da empresa Nossa Senhora da Glória, que não iniciaram expediente na manhã desta sexta-feira (7). Como a empresa é responsável por 70% da frota, quem depende de ônibus, teve que optar por outra forma de transporte. Mas os passageiros que utilizam as linhas das empresas Rodovel e Viação Verde Vale, não são atingidos pela paralisação.

Assembléia onde foi passada a proposta de parcelar os salários, não aceita pelos funcionários.
Assembléia onde foi passada a proposta de parcelar os salários, não aceita pelos funcionários.

Em reunião nesta manhã na sede da empresa N. S. da Glória, onde existe a concentração de trabalhadores paralisados pela falta do pagamento integral do seu salário, a empresa propôs o parcelamento. O assessor político do Sindetranscol, Ricardo Freitas, esteve em reunião com a diretoria da empresa para buscar uma posição. Ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa em que informou o resultado desse encontro.

Segundo Freitas, a Glória ofereceu pagar em prestações, proposta que não foi aceita pelos trabalhadores. A empresa alega não ter condições financeiras para pagar todos os salários integralmente nesta sexta-feira (7). Sobre a parte do salário que foi paga, foi informado que todos receberam a metade. No entanto, as cerca de 300 pessoas que recebem através da portabilidade, onde o valor é depositado em uma conta que depois é transferido para o banco onde os funcionários tem conta pessoal, não identificaram o depósito do salário ainda. A lei prevê que a transferência seja feita automaticamente em no máximo 24 horas. Então ainda não há informações precisas de que os valores tenham sido depositados ou não.

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A empresa alegou, que não tem arrecadação suficiente em função da forma como funciona hoje câmara de compensação do Consórcio Siga. A Glória diz que tem uma evasão de recursos mensais na ordem de até R$ 500 mil. Nesse caso, o valor total é arrecadado e dividido entre os participantes do consórcio, mas o que chega à Glória deveria ser muito mais. A empresa já entrou com ação judicial para tentar resolver esse impasse.

O fato em relação à paralisação, é que os trabalhadores só retornam com o pagamento integral do salário. A Glória está buscando uma solução junto ao Seterb, prefeitura e até bancos, para resolver o problema.

Terminal Probeb. O único ônibus que operava, não é da empresa N. S. Glória.
Terminal Probeb. O único ônibus que operava, não é da empresa N. S. Glória.

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Um carro da Polícia Militar acompanhava a paralisação

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