sábado, 24 julho 2021
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Em uma década, indústria catarinense foi a que mais cresceu no país

Pesquisa do IBGE aponta que, entre 2010 e 2019, valor da transformação da indústria de Santa Catarina aumentou 86%, crescimento quase 20% superior ao nacional no período.

O valor gerado pela indústria catarinense foi o que mais cresceu em todo o país entre 2010 e 2019, aponta a Pesquisa Industrial Anual – PIA Empresa 2019, do IBGE, divulgada hoje (21). Nesses dez anos, o valor da transformação industrial (VTI) de Santa Catarina aumentou 85,9%, subindo de R$ 39 bilhões para R$ 72,5 bilhões, crescimento só aproximado pelo da indústria do Rio de Janeiro (82,3%). Nacionalmente, o avanço ficou bem aquém (67,3%).

No Sul, isso se traduziu em um ganho de 1,7 ponto percentual da participação catarinense no VTI regional, fazendo com que o estado agora responda por 27,4% desse valor. As participações paranaense (36,7%) e gaúcha (35,9%) diminuíram, mas permanecem maiores. No país, também São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro têm valores da transformação industrial superiores, deixando Santa Catarina nacionalmente na sexta posição no quesito.

A indústria catarinense apresentou outro destaque em um recorte mais recente, o da passagem de 2018 para 2019. Nesse caso, o VTI do estado cresceu 7,2% (R$ 4,9 bilhões), sendo superado apenas por Minas Gerais (7,7%) e ficando bastante acima do nacional (3,7%).

Santa Catarina também se sobressai no total de ocupados na indústria. Nas empresas industriais com 5 pessoas ou mais ocupadas, recorte destacado pela pesquisa, o estado aparece com o terceiro maior contingente, 671 mil pessoas – Minas têm 804 mil, e São Paulo, 2,34 milhões.

O estado foi uma das apenas nove UFs a ganharem ocupados nessas empresas entre 2010 e 2019 (aumento de 5,5%), e das oito UFs com saldo positivo entre 2018 e 2019 (1,4%). No país, em ambos os períodos, o total de ocupados caiu (no intervalo de dez anos, caiu 9,8%). Não houve alteração na ordem das três principais atividades econômicas da indústria de Santa Catarina, que são a Fabricação de produtos alimentícios (20,7%), a Confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,7%) e Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,6%).

Ainda assim, houve expansão e fortalecimento da indústria alimentícia catarinense, fazendo com que a tradicional cadeia de têxtil e vestuário do estado perdesse espaço em uma década. Acesse neste link o release nacional da pesquisa e seu conteúdo completo.

PIA Produto, também divulgada hoje, destaca 100 maiores produtos e/ou serviços industriais

O IBGE também divulgou, nesta quarta-feira, a PIA Produto, destacando os produtos e/ou serviços da indústria nacional com as maiores receitas líquidas de vendas. A despeito do destaque do valor da transformação industrial de Santa Catarina, o estado não se sobressai no ranking dos produtos e/ou serviços de maiores receitas no país.

Em carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, por exemplo, produto com a quinta maior receita nacional, a indústria catarinense figura na décima posição. É apenas no 38° produto nacional em receita – Chapas, bobinas, fitas e tiras de aço, relaminadas, inclusive revestidas, pintadas, envernizadas ou galvanizadas – que Santa Catarina desponta na liderança.

Santa Catarina também é a líder em Tubos, canos e perfis ocos de aço, com costura (92° produto nacional em receita). Em Ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica para pavimentação ou revestimento, esmaltados (57° produto nacional), a indústria catarinense tem a segunda maior receita do país. É também catarinense a segunda colocação na receita de Máquinas de lavar ou secar roupa para uso doméstico (91° produto nacional).

O ranking revela, de todo modo, uma diversificação da indústria catarinense, já que o estado aparece como uma das UFs destacadas em 38 dos 100 produtos e/ou serviços de maior receita.

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