Quando se fala em El Niño forte, quem vive no Vale do Itajaí logo pensa nas enchentes. Mas será que a intensidade do fenômeno determina o tamanho de um desastre? Essa é uma das perguntas respondidas por Frederico de Moraes Rudorff, gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, na entrevista que você acompanha abaixo.
Segundo ele, o El Niño tende a aumentar a frequência das chuvas no estado, mas uma grande inundação depende da combinação de outros fatores. Para explicar essa relação, Rudorff relembra episódios que marcaram a região e mostra por que um fenômeno mais intenso nem sempre provoca consequências maiores. O histórico ajuda a entender. Não permite, porém, antecipar que tudo se repetirá.
A primavera de 2026 e o outono de 2027 são apontados pelo especialista como os períodos que exigem mais atenção aos efeitos do El Niño. Na conversa, ele explica por que essas estações favorecem a chegada de umidade a Santa Catarina e o que muda no verão. Também aborda a possibilidade de tempestades severas mais frequentes e a influência do aquecimento dos oceanos.
Outro assunto tem relação direta com quem mora em áreas sujeitas a enchentes: o que mudou no monitoramento desde 2023? Conforme Rudorff, a rede passou de 42 estações concentradas no Vale do Itajaí para 172 em todo o estado, com transmissão de dados a cada 15 segundos. Ele ainda conta como a mobilização antecipada de equipes ajudou no atendimento à população do Alto Vale naquele ano.
E quando o alerta chega ao celular? A entrevista explica as diferenças entre os avisos por SMS e o Defesa Civil Alerta, além de abordar o planejamento familiar, a identificação de abrigos e os sinais que exigem atenção em áreas de deslizamento. São informações para saber antes de uma emergência.
Assista à entrevista completa abaixo e entenda o que a Defesa Civil acompanha para transformar dados sobre o tempo em alertas à população.





