Ecoponto em escola de Blumenau transforma recicláveis em renda e educação ambiental

Estrutura instalada no bairro Escola Agrícola permite reciclagem com geração de recursos para as unidades de ensino, atendendo uma demanda apresentada desde 2019.

Foto: Giovanni Silva [PMB]

A partir de agora, o lixo reciclável produzido dentro e fora da escola poderá virar aprendizado – e também investimento. Blumenau inaugurou nesta segunda-feira (7/07/25) o primeiro ecoponto em uma unidade de ensino da rede municipal.

A estrutura foi instalada na EBM General Lúcio Esteves, no bairro Escola Agrícola, e marca o início de uma nova fase do Programa de Educação em Saneamento (PES), promovido pelo Samae em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

O ecoponto é uma estrutura modular com compartimentos separados para papel, plástico, vidro e metal. Ele funciona como um ponto de coleta dentro da escola, onde alunos, professores, funcionários e até vizinhos da comunidade podem depositar os materiais recicláveis. Esses resíduos são armazenados corretamente e, depois, vendidos pelas Associações de Pais e Professores (APPs), que utilizam o valor arrecadado para reforçar o caixa da escola com melhorias no espaço ou atividades pedagógicas.

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A inauguração do primeiro ecoponto atendeu a um pedido antigo do vereador Bruno Cunha, que desde 2019 cobrava a criação de estruturas como essa por meio da indicação nº 13.859/2019. “Hoje é um dia muito especial para Blumenau. Ver esse primeiro ecoponto se tornar realidade em uma escola, promovendo educação e conscientização ambiental desde cedo, é motivo de muita alegria. Esse é só o começo”, afirmou durante a cerimônia.

Foto: Giovanni Silva [PMB]
O evento foi realizado às 15h, com a presença do prefeito Egidio Ferrari, lideranças do Samae e da Educação, estudantes, profissionais da escola e moradores da região.

De acordo com o Samae, 12 unidades serão contempladas nesta primeira etapa. A seleção levou em consideração o espaço físico disponível, a atuação prévia com o PES e o envolvimento das direções com ações voltadas à gestão de resíduos.

Foto: Giovanni Silva [PMB]
Para Leila Menestrina, coordenadora do programa, a proposta é ensinar na prática. “Os ecopontos são uma ferramenta concreta para que a comunidade escolar entenda que o lixo é responsabilidade de todos nós. Eles terão onde depositar corretamente e, com isso, dar o destino certo aos materiais.”

Além de conscientizar, o projeto também incentiva o protagonismo dos alunos. “É uma aula de cidadania. Os estudantes aprendem o valor da sustentabilidade e ainda ajudam a escola a arrecadar recursos”, explica Simone Probst, secretária de Educação.

A meta do Samae é instalar ao menos 100 ecopontos nos próximos anos, com previsão de 30 novos por ano. “Estamos mudando a forma como as pessoas veem o lixo. Agora ele pode se tornar um ativo financeiro e educativo, tudo começa dentro das escolas”, reforça Alexandre de Vargas, diretor-presidente do Samae.

Foto: Giovanni Silva [PMB]
As 12 unidades que receberão os primeiros ecopontos:

  • EBM Almirante Tamandaré, no bairro Ponta Aguda
  • EBM Conselheiro Mafra, no bairro Velha Grande
  • EBM General Lúcio Esteves, no bairro Escola Agrícola
  • EBM Lauro Muller, no bairro Badenfurt
  • EBMB Prof. Fernando Ostermann, no bairro Boa Vista
  • EBMB Prof. Rodolfo Hollenweger, no bairro Fidélis
  • EBM Profª. Adelaide Starke, no bairro Itoupava Norte
  • EBMB Profª. Norma Dignart Huber, no bairro Escola Agrícola
  • EBM Visconde de Taunay, no bairro Itoupava Central
  • CEI Monteiro Lobato, no bairro Velha Central
  • CEI Osvaldo Deschamps, no bairro Da Glória

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