Quando o Rio Itajaí-Açu sobe, os impactos vão além da água. Enchentes recorrentes afetam moradores, travam a economia e expõem um problema antigo: a limitação da vazão do rio e da navegabilidade em trechos estratégicos.
Com esse cenário, o Governo de Santa Catarina entregou nesta sexta-feira (10/04/26) o projeto executivo e os estudos ambientais para a dragagem do canal a montante dos portos de Itajaí e Navegantes. A proposta busca ampliar o canal navegável e melhorar o escoamento da água, com reflexos tanto na prevenção de cheias quanto na atividade portuária.
O ato reuniu o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, os prefeitos de Itajaí, Robison Coelho, e de Navegantes, Ricardo Ventura, além de empresários locais. O Estado investiu R$ 685,6 mil na elaboração dos estudos, que agora embasam a próxima etapa: buscar recursos para uma obra estimada em R$ 155 milhões.
“Esta fase é determinante para entendermos o tamanho da obra. A estimativa é de R$ 155 milhões, e agora o desafio é viabilizar recursos com união entre estado, municípios e iniciativa privada. Não é fácil, mas o projeto é o primeiro passo”, afirma Amaral.
Para Itajaí, o impacto é direto na segurança e na economia. “É um projeto importante para prevenir cheias na região da Foz do Itajaí-Açu e viabilizar a indústria do combustível, aumentando arrecadação e gerando empregos”, diz o prefeito Robison Coelho.
Já em Navegantes, a expectativa é ampliar o uso econômico do rio. “Navegantes e Itajaí dão um passo importante para atrair empresas ao rio, uma ferramenta de riqueza para as cidades e a região”, completa Ricardo Ventura.
Os estudos foram desenvolvidos pela Acquaplan – Tecnologia e Consultoria Ambiental e incluem atualização de dados hidrográficos e o detalhamento técnico da dragagem. A proposta também considera a manutenção do canal e a ampliação do acesso a terminais de uso privado e estaleiros.
Segundo análises da Defesa Civil, o aprofundamento do canal pode melhorar a vazão do Rio Itajaí-Açu, reduzindo os efeitos das cheias em diversos municípios. Entre a necessidade histórica e a busca por recursos, o projeto coloca no papel uma solução que há anos é esperada na região.






