A decisão da CPI do Esgoto de convocar Mário Hildebrandt (PL) para depor como testemunha, nesta terça-feira (18/11/25), abriu mais do que uma nova etapa da investigação sobre o contrato de saneamento básico. Expôs, de maneira clara, a correlação de forças dentro da comissão — e como cada movimento ao redor do ex-prefeito carrega peso político próprio.
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Houve um racha visível na votação. De um lado, Marcelo Lanzarin (PP) e Egídio Beckhauser (Republicanos), ex-secretários de Hildebrandt, votaram contra a convocação. O gesto não surpreende: ambos têm histórico direto com o ex-prefeito e, naturalmente, não demonstram disposição para contribuir com um clima de exposição pública que pode desgastar um aliado.
Do outro lado, o presidente da CPI, Diego Nasato (Novo), alinhou-se a Flávio Linhares (PL) e Bruno Cunha (Cidadania) para aprovar a oitiva. Aqui, a leitura é distinta: ao insistirem na convocação, reforçam a mensagem de que a comissão não deve blindar ninguém — especialmente alguém que comandou a prefeitura durante parte do período investigado.
Hildebrandt, hoje secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, terá a chance de apresentar sua versão na próxima terça-feira (25). A data, porém, pode ser alterada, já que depende da agenda dele. Na prática, isso significa que, além da oitiva, haverá outro cálculo político: quando é mais conveniente comparecer, e em que condições.
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